sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A esperança não decepciona

But oh the road is
The stones
That you are walking on
Have gone

With the moonlight to guide you
Feel the joy of being alive
The day that you stop running
Is the day that you arrive

And the night
That you got locked in
Was the time to decide
Stop chasing shadows
Just enjoy the ride

terça-feira, 21 de outubro de 2008

dia 4 - rezando com a ajuda do Moby

Lordy don't leave me
All by myself
Good time's the devil
I'm a force of heaven
Lordy don't leave me
All by myself
So many time's I'm down
Down down
With the ground
Lordy don't leave me
All by myself

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A não-jabuticaba

Havia na jabuticaba uma multidão de estranhos que, de repente, parou instantes para olhar. Empurrei os seus olhos com os meus e ouvi o silêncio dos seus pensamentos, já não sabendo se aquilo que eu pensava era meu ou se era dele, porque olhar nos olhos de um estranho é constrangedor.
E então, como se aquilo que eu pensava também já fosse tarde demais, meus pensamentos foram sugados pelos olhos que ainda eram de jabuticaba. Havia naqueles olhos uma correria inútil de tampar segredos e eu soube de todos eles, não por meio de palavras, mas por meio de silêncios. Assim eles ficaram, os segredos daquele olhar, no canto das coisas que eu pensava e não ouvia.
Você não sabe o que foi o não-olhar... Eu já não sabia dar as costas pra jabuticaba.
Nos meus olhos guardava perguntas inocentes, e você quase arrumou de volta os meus cabelos, abotoou a minha blusa e me pediu desculpas por ter faltado com o respeito.

dos Direitos da Mãe Solteira...

Alguém fica com as crianças um pouquinho que eu vou ali morrer de tanto chorar e já volto?
Pufavô?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A verdade da Jabuticaba

Existiu um tempo.
E durante todo esse tempo eu estava feliz.
O tempo começou com o bloqueio da internet no trabalho e a preguiça de ligar o computador em casa após um dia inteiro em frente a ele. O tempo continuou porque todas as idéias que me ocorriam, embora até merecêssem alguma atenção, nunca eram boas o suficiente pra virar prioridade do momento. Coincidentemente você também estava nesse tempo. E nada coincidentemente você era prioridade. E nada coincidentemente durante todo esse tempo eu estava feliz.
Coincidência também não é a palavra pra relacionar a dor com a vontade de escrever.
Sendo assim, eu voltei.
Enquanto você não volta.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Quando o complexo vira simples

Um dia eu acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Elucubrações e digressões me impressionavam. Conhecimentos literários, artísticos, práticos seduziam a eterna adolescente em mim. Mas descobri que não era isso que me fazia amar: de nada adianta um cérebro invejável, citações brilhantes, se ele não souber rir das próprias besteiras, se não souber aproveitar as delícias do ócio de um sábado quente. Então percebi: bom humor era essencial.

É delicioso estar com alguém que vive sem arrastar correntes e faz dos pequenos horrores cotidianos inevitáveis piadas. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, quero alguém que me conforte a alma. Nesses momentos, nada pior do que ser levada na brincadeira - existe uma imensa diferença entre a alegria de viver e a recusa a sair da infância. Então fui invadida pela certeza de que o que me fazia amar alguém era, antes de tudo, a sensibilidade.

Telefonemas de bom-dia, olhares que vêem, pequenos gestos incontidos - tudo o que eu podia querer. Ou quase. Só sobrevive ao meu lado alguém que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas preciso da certeza de estar com um homem de verdade e não com um moleque preso no complexo de Peter Pan. Quero ser domada, tomada.

Nem inteligência, bom humor ou sensibilidade me faziam amar alguém. Talvez fosse virilidade. Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha. Ser desejada com urgência é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? Se o que interessa é a movimentação, tudo bem. Mas se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhado de cuidado, carinho. Pensei, então, que ele seria a pedra fundamental pra despertar meu amor. Mas carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora de um desconhecido.

Um dia, cansei de tentar adivinhar. E, nesse dia, após tantas enumerações paralisadoras e neuróticas, descobri. Hoje sei exatamente o que me faz amar um homem: o amor existir.

Quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali.

Simples assim.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Educando um transgressor

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Cena 1: Crianças na colônia de férias

Como descobrir quem é minha cria no meio da pirralhada toda?

a) pelo All Star de botinha jeans


b) pela camiseta preta rock'n'roll


c) pelas tatuagens sinistras - ops, de chiclete - espalhadas pelo braço


d) todas as alternativas estão corretas


Acertou quem foi na d). Orgulho da mamãe...

Aos que notaram o novo corte de cabelo dele, é preciso deixar claro que isso foi obra do feladaputa que cedeu o sêmem. Mais uma razão pra eu impor o estilo pra criança desde cedo - para que ele não sofra nenhuma influência do estilo, ou melhor, da falta de estilo do pai. Todo mundo sabe do meu karma. Toda vez que a criança vai passar o final de semana na casa do progenitor, ele tem a brilhante idéia de levá-lo pra cortar o cabelo com ele. Aff... Mas eu já sei o que fazer. Vou fotografá-lo antes de sair de casa e ameaçar cortar as visitas caso ele meta a tesoura no cabelo de Zão. Afinal, qualquer juiz vai me dar razão ao considerar o pai um completo irresponsável se fizer isso com as madeixas da criança. E aguardem minha réplica... seu novo corte de cabelo chocará a família. Mas a criança já tem tamanho pra escolher o próprio visual. E se ele assim o quer, eu aprovo.