segunda-feira, 30 de junho de 2008

30/06


Gente, será que ninguém mais nesse mundo sabe o que é festa junina?? Tão confundindo a festa típica com churrasco ao som de Edson e Hudsom. Ano que vem, antes de organizar o evento, estejam atentos para algumas coisas:

No quesito comes e bebes, Festa Junina TEM QUE TER:
mí cuzido
pinhão
bolo de mí
canjica
doce de abóbora com côco
vinho quente
quentão
maçã do amor
pipoca
pé-de-muleque
paçoca
bolo de fubá
...

No quesito entretenimento, Festa Junina EXIGE:
trajes típicos - esse ítem é muito importante porque hoje em dia as pessoas estão confundindo caipira com country e não tem nada mais chato que caipira metido a country. Caipira é caipira. Jeca Tatu manja? Dente pintado de preto, roupa remendada, trancinha, pintinha, vestido de chita com saia rodada pra dançar o que????
Quadrilha!!!!! Que tipo de pessoa faz festa junina sem quadrilha minha gente??? É o clímax de qualquer festa caipira que se preze. E se a festa for boa mesmo tem inclusive o casamento caipira com a presença de um padre e de uma muié embarrigada pra interromper a cerimônia.
Agora junho se foi e eu não comi pinhão. Saco...


O Lula é cachaceiro mas tem motorista

Daí que agora não se senta numa mesa e não se entra numa roda sem falar do terrorismo, ops, das novas punições pra quem for flagrado dirigindo bebum. Bebum modo de dizer, né? Porque agora tomou caldo de cana na feira, lascou. Quase 1000 reais de multa, 7 pontos e suspensão da sua carteira por um ano, apreendem seu carro, te prendem, você responde processo pode pegar de 2 a 4 anos de cadeia, quebram seus brinquedos, salgam suas terras, matam sua família, envenenam seu cachorro e fazem você dançar Créu no programa da Luciana Gimenes.
Tudo por causa de um chopp. Tomar chopp tá pior que assaltar banco. Já tô até imaginando você lá no xilindró e o companheiro de cela te pergunta:
- E aí, quantos você matou?
- Matei um. Um chopp. E você?
- Tomei duas long necks mas falaram que era sem álcool. Batizaram minha empada, só pode. Eu sou inocente, eu sou inocente pô!
Embora por enquanto sejam 15 bafômetros pra 6.000.000 de veículos, eu tô bem preocupada. Não só porque sou assumidamente dependente do álcool, como também não confio em pessoas que não bebem. Não dá pra entregar o carro na mão de alguém que sai de casa, senta num boteco e pede suco de laranja. É um comportamento, no mínimo, esquisito.
Os caras ficam te dizendo pra ir e voltar de táxi. Mas gente, alguém aqui está em Buenos Aires pra poder desfilar de táxi pra cima e pra baixo? Sabe quanto morre numa corrida pra Vila Madalena?? E sabe quantos chopps você consegue tomar com a mesma grana??? Eu tô meio sem rumo. Os homens da lei montando blitz perto dos bares e eu sem bar perto de casa. Também tenho a opção de passar a beber no Bar do Beto. Basta atravessar a rua. O ambiente não é lá dos melhores, tem caça-níqueis nos fundos e meu pai já foi assaltado lá duas vezes. Também não sei se já vi alguma mulher lá, mas é melhor que ser presa né?
A cota de 2 chopps que tinha antes já não tava bom?? Segundo os médicos, é um teor alcoólico que não interfere nos sentidos. Pelo menos pra poder molhar a garganta... Se esse alvoroço perdurar por muito tempo, minha vida social terá de mudar drasticamente. Talvez ela desapareça. E por falar em social, alguns dados sociais serão modificados nos próximos anos. Imagina o aumento substancial no número de mulheres feias que ficarão com caras que não dirigem? Isso sim é que é lei seca: todo mundo careta, ninguém chega mais em ninguém. Vai ser uma seca danada. Nossos hábitos terão de ser revistos. Churrasco? Leva 1 quilo de carne e uma caixinha de guaraná zero. Happy-hour? Que tal no Mc Donald's? Os encontros terão de pular etapas. Melhor já convidar pro vinho em casa direto. Com a vantagem de que o convidado não vai poder dirigir e vai ter que dormir por lá mesmo. Todo bom brasileiro acha uma brecha na lei pra se beneficiar...
Vislumbro poucas saídas. Mudar de amigos, mudar de programas ou parar de beber? Todas as opções coincidem com meu ingresso na Igreja internacional da Graça de Deus visto que somente lá encontrarei amigos sóbrios que não frequentam bares e de quebra me guiarão pro caminho da luz. Tudo com o apoio do R.R. Soares pra me fazer companhia nas futuras madrugadas sem programação...
Acho que dormi e acordei na Suiça.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Biografia não autorizada

Pode ter barba e pode não ter. Eu prefiro com, mas é só questão de preferência mesmo. Fica bom dos dois jeitos. É doce. Vai ver de tanto comer doce. Mas se come tanto doce, por que é magro? De ruim? Que nada! Eu acho que é bom. Bom como o lábio doce depois da tragada do cravo. E o cravo a gente já sabe. Não pode brigar com a rosa. Senão ela fica despedaçada.
Suas rodas são duas. Uma bem atrás da outra. Quando dentro, sua. Torce a camisa e fica bem de frente pro meu olho não precisar procurar. Quando fora, o vento tá gelado e congela sua mão. Mas benzadeus menino teimoso! Põe uma luva nessa mão! Diz que perde a sensibilidade. Bobagem... ela é grande.
Eu que sou ruim da cabeça e doente do pé, acho graça da trilha sonora. Mas o seu pé não é doente não. Só fica pra fora da cama. Tadinho. Precisa se encolher pra participar da luta. Luta de todo mundo querendo a mesma coisa. Usando as armas todas pra ganhar o prêmio. O aconchego. E se ganhar, presta atenção na hora. Não vai esquecer que o mundo ainda não parou. Só por enquanto. Enquanto ele não acha o medalhão.

domingo, 22 de junho de 2008

Profissão Repórter

Todos sabemos que São Paulo está saturada. No trânsito a coisa é assustadora. Os financiamentos parcelando carros em 12 anos e nada de parcelarem mais rua pra enfiar essa frota toda. O transporte público tem situação igualmente medonha: você até pensa em ser politicamente correto e deixar o carro na garagem, mas dependendo do seu destino corre o risco de chegar igualzinho aqueles blocos de lixo compactado.
Como muito em breve teremos eleição pra prefeito desse município, deixei meu lado Caco Barcellos vir à tona pra apresentar aos candidatos mais um drama que a cidade enfrenta. O drama dos que necessitam de um abrigo aos sábados à noite. Gente - não é brincadeira, é coisa séria. Milhares de paulistanos que peregrinam pela cidade em busca de um quarto que lhes ofereça um mínimo de conforto e segurança.
Não levantei nenhuma estatística do número de quartos disponíveis na Grande São Paulo (digo Grande São Paulo com o embasamento técnico de quem RODOU por São Paulo e municípios adjacentes realizando essa pesquisa), mas o fato é que a demanda está muito acima da oferta. Os estabelecimentos que oferecem essa prestação de serviço têm sua capacidade máxima atingida antes do meio da madrugada, o que acarreta em inúmeros casais vagando pelas vias públicas em situação de completo desalento pra alguns e desespero para outros.
Numa análise mais macro do problema, podemos concluir que essa questão é mesmo de interesse público. Veja: esses munícipes que percorrem a cidade em busca de um teto - espelhado de preferência -, podem representar uma ameaça a ordem. Imagina só. Os mais inconformados saem pelas ruas e avenidas propensos a causar acidentes. Os resignados, aceitam a situação e fazem do automóvel seu ninho de amor, expondo-se a assaltos e a toda sorte de violência urbana.
Como normalmente a rota dos estabelecimentos que atendem a essa necessidade do mercado é bem definida e eles ficam bem próximos um do outro, os carros enxergam-se como competidores disputando os preciosos quartos. Quando percebem o interesse do carro ao lado, aceleram em direção à entrada mais próxima, realizando inclusive perigosas ultrapassagens. Claro que depois de estar quase chegando no Rio de Janeiro, você começa a pensar que assim que engatar a ré, o Sergio Mallandro saltará sobre o capô do veículo te avisando que aquilo é somente uma pegadinha e que você pode sim adentrar no refúgio sem esperar pela hora e meia sugerida pela atendente da recepção (uma hora e meia não é força de expressão não, é um cálculo desenvolvido por engenheiros do ITA pra determinar quanto tempo aproximadamente levará o coito alheio mais a limpeza do quarto pra entrada do próximo. Nojento né? Mas é isso mesmo.)
Eu, repórter por um dia que vos fala, que nunca fui uma frequentadora assídua dos hotéis de alta rotatividade, fiquei chocada com a gravidade da situação. Fiquei pensando que candidato ofereceria a melhor plataforma pra amenizar essa situação e que plataforma seria essa. Aí lembrei que temos a disposição como candidata a síndica dessa zona, a SEXÓLOGA Marta Suplicy, que inclusive já apresentou caminhos pra resolução deste problema ano passado, no meio do caos aéreo. Relaxar e gozar. Mas prefeita??? Vamos relaxar onde??? Vamos gozar onde???? Bolsa-Formação de Família djá!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Seu celular tem 42 ligações perdidas

Claro que agora é inevitável não pensar como teria sido se eu tivesse agido assim antes. Difícil não fantasiar que agora as coisas mudaram e que todas as ações correspondem exatamente àquilo que parecem dizer. Não estou falando de um mundo cor-de-rosa ou de pessoas perfeitas, sempre prontas para nos acolher, amar, caminhar ao nosso lado. Não falo disso, mas da tristeza nos olhos de quem vira as costas e a gente não vê. A beleza por dentro de um peito encouraçado que a gente não sente. A solidão de quem afasta um amor e se deita em camas tão frias. É do instante quando os olhos se perdem no nada e nenhuma mentira é capaz de enganar si mesmo. É desse instante solitário, desse instante sem abraço, que eu digo. Todo mundo vai virar as costas ou dizer que merece coisa melhor ou debochar das mentiras que eles contaram... mas a gente pode sempre voltar e acolher com amor, ser os primeiros a começar. Afinal, se a hostilidade do mundo despertar a nossa, quem vai ser o primeiro a sorrir?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ilegais

Desse jeito vão saber de nós dois. Dessa nossa vida. E será uma maldade veloz. Malignas línguas. Nossos corpos não conseguem ter paz em uma distância. Nossos olhos são dengosos demais. Que não se consolam, clamam fugazes. Olhos que se entregam, ilegais.

Sobre o leve e o pesado

Entre as coisas bem-vindas que já recebeu estavam o leve e o pesado. Isso porque era uma pessoa de contradições. Gostava do glamour e gostava da caipirice. Gostava de divagar mas também gostava da objetividade. Gostava de Ramones e de Bee Gees. Gostava do leve e gostava do pesado.


Então era difícil encontrar satisfação. Quando ficava no glamour, sentia falta de relaxar. Sentia falta da espontaneidade. Sentia falta do benzadeus e da infinita lista de coisas prosaicas que compunham seu bem querer e que não estão disponíveis nos Jardins. Não que não gostasse daquele luxo todo. Deslumbrava-se com o prosecco sob as lentes do Amaury Jr. Mas precisava relaxar. Faltava fôlego pra manter a pinta tanto tempo. Tanto tempo sem soltar um único lado B. Quanto tempo seria capaz de resistir?


Quando seu lado moderno decidia que iria divertir-se e lambuzar-se, em pouco tempo sua versão Danielle Stil pedia pelo romance. Perdia a mão no entretenimento e logo já pedia mais que ocupação de tempo. Queria mensagens fora de hora e clichês que estavam bem mais pra Wando que pra Killers. E incrivelmente não sabia se esses gestos faziam seu coração sorrir ou seu estômago embrulhar. O que poderia agradá-la afinal?


Gostava de lançar tendência e permanecer na vanguarda, mas queria assistir a Luciana Gimenez e o Rodrigo Faro. O gosto pelo novo e seu olhar aguçado contrastavam com o prazer de estar na vila. Com a tranquilidade de se assumir. Mas assumir o que? O que era ela então?


Gostava mais do ovo duro ou do ovo mole? Molho branco ou molho vermelho? Tênis ou salto alto? Baladas que não têm fim ou domingo à tarde no sofá? Cantar ou escrever? Atleta ou boêmia? Era ela boa ou má? Gostava da solidão ou encontrava-se na multidão?


Ela não tinha as respostas. Tirando o amor pelo time do Palestra Itália e a aversão pelo Lula, tinha poucas escolhas definidas. Se ela escolhesse a beleza do branco, perderia a sensualidade do preto. Se vestisse a calça jeans ficaria sem o charme da mini saia. Não sabia se era o peixe que queria vender ou o que de fato tinha pra dar. Será que isso era influência dos astros pela sua Balança com ascendente em Peixes? Mas ela se interessava por astrologia desde quando?


Talvez por isso tenha se encantado com o leve e o pesado. Enfim não precisava escolher. Havia algo no ar leve como um zepelin e pesado como um boeing. Doce como brigadeiro quente desgrudando da panela e ardido como wasabi bem colocado no meio do sushi. Bom dia e boa noite.




terça-feira, 17 de junho de 2008

Postagem 100

Cem idéias já estão aqui. Não são cem assuntos. Os assuntos se repetem. Porque todo mundo que me conhece sabe que repito as coisas que gosto. Ouço cem vezes a mesma música. Falo cem vezes na mesma pessoa. Sento cem vezes na mesma mesa de bar. Pra mais de cem.
E enquanto o assunto não se esgota, vou conjecturando sobre ele sem cansar. Cem novas perspectivas. Sem desistir da idéia.
E essa mania de escarafunchar o mesmo objeto, as vezes provoca um branco. Olho pro teclado, cem assuntos pululam na minha cabeça. Mas como só consigo destrinchar a mesma história, fico assim. Sem palavras. Porque todo assunto, por mais complicado que seja, uma hora esgota. Você torce e torce mas dali não sai mais nada. Sem mais.
E então a vida vai sugerindo novas possibilidades pra se pensar. Sem pressa. Sem compromisso. Mas a cabecinha pressiona. Exige mais de cem elocubrações. Cem poréns e cem mas. E como ninguém aguenta tanta conjectura sobre o mesmo tema, o negócio é desenvolvê-las nas palavras. Que venham mais cem.
Tim tim

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Eu nunca vou parar de rir

Olha, eu sei que o delay tá grande demais, mas sempre é tempo de comentar algo tão significativo. Sei que fui uma amiga relapsa e fui viajar bem no dia em que vários amigos meus precisavam tanto de mim... Será que vocês serão capazes de me perdoar? Minha preocupação só não foi maior porque sei que depois da queda pra segunda divisão vocês ficaram bem mais fortes. Eu sei. Já passei por isso.
O que é perder uma final da Copa do Brasil diante da decepção em 2007? O que é perder (roubado diga-se de passagem) pro Sport depois de duas eliminações da Libertadores pelo mesmo "timinho ordinário" (aquele da camiseta ecológica, manja?) que ficou anos sem um título?
Tudo isso deve estar doendo muito, mas não esqueçam que o vice-campeão também tem seu valor. Ficou na frente de todos os outros times (inclusive o Sagrado Alviverde). Chegou na final. Não sejam ingratos. Apóiem o coringão nesse momento difícil. Mesmo porque, na minha humilde opinião, 2008 não tem mais pra ninguém. Só vai dar Corinthians. Corinthians x Borborema? Corinthians! Corinthians x Santo André? Corinthians!! Corinthians x Monte Azul Paulista??? Dá-le Corinthians!!!
Essa é uma boa razão pra vocês não se afetarem, porque afetação é coisa de bambi. E se algum palmeirense deselegante (coisa difícil de encontrar) cruzar com vocês e cantar: "AQUI TEM UM BANDO DE PORCO, RINDO DE TI CURINTHIANS!!!!!! Não percam a esportiva. Futebol é assim mesmo. Cabeça erguida e otimismo. 2008 campeão da série B, 2009 na série A, 2010 libertadores e 2057 estádio próprio... e por aí vai. Não pára, não pára, não pára...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Só mais um pouquinho

Aconchego (s.m.) 1. Ação ou efeito de aconchegar, conchego.
Aconchegar (v.t.d.) 1. Pôr em contato; aproximar, chegar; 2. Apertar-se, unir-se; 3. Arranjar, chegar a si, compor; 4. Chegar-se para achar conforto ou agasalho
05:52 a.m.
Coloca em contato quando aproxima. Se achega. Aperta o peso do corpo contra o outro corpo e une. Ajeita. Arranja a posição mais gostosa e aninha. Trás pra perto. O mais perto. Compõe um novo jeito de estar. Transforma em bem-estar. Logo percebe que melhor jeito de estar não há. Oferece conforto e encontra agasalho. Procura aconchego e acha sua definição no sentido pleno.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Benzadeus

Ainda sem saber como agir. Antes de saber como agir, melhor aprender a conduzir. Mas antes de aprender a conduzir, melhor entender o que sentir. Mas antes de entender o que sentir, deixar-se permitir. Mas antes de deixar-se permitir, escolher por onde seguir. Mas antes de escolher por onde seguir, que possibilidades tenho a definir?