terça-feira, 21 de outubro de 2008

dia 4 - rezando com a ajuda do Moby

Lordy don't leave me
All by myself
Good time's the devil
I'm a force of heaven
Lordy don't leave me
All by myself
So many time's I'm down
Down down
With the ground
Lordy don't leave me
All by myself

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A não-jabuticaba

Havia na jabuticaba uma multidão de estranhos que, de repente, parou instantes para olhar. Empurrei os seus olhos com os meus e ouvi o silêncio dos seus pensamentos, já não sabendo se aquilo que eu pensava era meu ou se era dele, porque olhar nos olhos de um estranho é constrangedor.
E então, como se aquilo que eu pensava também já fosse tarde demais, meus pensamentos foram sugados pelos olhos que ainda eram de jabuticaba. Havia naqueles olhos uma correria inútil de tampar segredos e eu soube de todos eles, não por meio de palavras, mas por meio de silêncios. Assim eles ficaram, os segredos daquele olhar, no canto das coisas que eu pensava e não ouvia.
Você não sabe o que foi o não-olhar... Eu já não sabia dar as costas pra jabuticaba.
Nos meus olhos guardava perguntas inocentes, e você quase arrumou de volta os meus cabelos, abotoou a minha blusa e me pediu desculpas por ter faltado com o respeito.

dos Direitos da Mãe Solteira...

Alguém fica com as crianças um pouquinho que eu vou ali morrer de tanto chorar e já volto?
Pufavô?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A verdade da Jabuticaba

Existiu um tempo.
E durante todo esse tempo eu estava feliz.
O tempo começou com o bloqueio da internet no trabalho e a preguiça de ligar o computador em casa após um dia inteiro em frente a ele. O tempo continuou porque todas as idéias que me ocorriam, embora até merecêssem alguma atenção, nunca eram boas o suficiente pra virar prioridade do momento. Coincidentemente você também estava nesse tempo. E nada coincidentemente você era prioridade. E nada coincidentemente durante todo esse tempo eu estava feliz.
Coincidência também não é a palavra pra relacionar a dor com a vontade de escrever.
Sendo assim, eu voltei.
Enquanto você não volta.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Quando o complexo vira simples

Um dia eu acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Elucubrações e digressões me impressionavam. Conhecimentos literários, artísticos, práticos seduziam a eterna adolescente em mim. Mas descobri que não era isso que me fazia amar: de nada adianta um cérebro invejável, citações brilhantes, se ele não souber rir das próprias besteiras, se não souber aproveitar as delícias do ócio de um sábado quente. Então percebi: bom humor era essencial.

É delicioso estar com alguém que vive sem arrastar correntes e faz dos pequenos horrores cotidianos inevitáveis piadas. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, quero alguém que me conforte a alma. Nesses momentos, nada pior do que ser levada na brincadeira - existe uma imensa diferença entre a alegria de viver e a recusa a sair da infância. Então fui invadida pela certeza de que o que me fazia amar alguém era, antes de tudo, a sensibilidade.

Telefonemas de bom-dia, olhares que vêem, pequenos gestos incontidos - tudo o que eu podia querer. Ou quase. Só sobrevive ao meu lado alguém que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas preciso da certeza de estar com um homem de verdade e não com um moleque preso no complexo de Peter Pan. Quero ser domada, tomada.

Nem inteligência, bom humor ou sensibilidade me faziam amar alguém. Talvez fosse virilidade. Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha. Ser desejada com urgência é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? Se o que interessa é a movimentação, tudo bem. Mas se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhado de cuidado, carinho. Pensei, então, que ele seria a pedra fundamental pra despertar meu amor. Mas carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora de um desconhecido.

Um dia, cansei de tentar adivinhar. E, nesse dia, após tantas enumerações paralisadoras e neuróticas, descobri. Hoje sei exatamente o que me faz amar um homem: o amor existir.

Quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali.

Simples assim.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Educando um transgressor

clique na foto pra ver a imagem ampliada

Cena 1: Crianças na colônia de férias

Como descobrir quem é minha cria no meio da pirralhada toda?

a) pelo All Star de botinha jeans


b) pela camiseta preta rock'n'roll


c) pelas tatuagens sinistras - ops, de chiclete - espalhadas pelo braço


d) todas as alternativas estão corretas


Acertou quem foi na d). Orgulho da mamãe...

Aos que notaram o novo corte de cabelo dele, é preciso deixar claro que isso foi obra do feladaputa que cedeu o sêmem. Mais uma razão pra eu impor o estilo pra criança desde cedo - para que ele não sofra nenhuma influência do estilo, ou melhor, da falta de estilo do pai. Todo mundo sabe do meu karma. Toda vez que a criança vai passar o final de semana na casa do progenitor, ele tem a brilhante idéia de levá-lo pra cortar o cabelo com ele. Aff... Mas eu já sei o que fazer. Vou fotografá-lo antes de sair de casa e ameaçar cortar as visitas caso ele meta a tesoura no cabelo de Zão. Afinal, qualquer juiz vai me dar razão ao considerar o pai um completo irresponsável se fizer isso com as madeixas da criança. E aguardem minha réplica... seu novo corte de cabelo chocará a família. Mas a criança já tem tamanho pra escolher o próprio visual. E se ele assim o quer, eu aprovo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

É de foder o cu do palhaço

A conversa postada abaixo representa toda a minha alegria em novamente poder ocupar minha tarde com assuntos da mais alta relevância, debates profundos sobre os mais inexplorados questionamento de nossa espécie...
Parênteses antes do início para esclarecer personagem obscuro, aqui tratado como prospect para proteção de sua identidade: Trata-se de um homem inteligente, bacana, bem-sucedido, interessante, culto, viajado, desimpedido e muito interessado na minha amiga. Porém - sempre existe um porém - o rapaz em questão não atende aos padrões mínimos de estatura aceitáveis...

Paula diz:
are iu
Ana Luisa diz:
iep
Paula diz:
o boa tarde caiu em desuso?
Ana Luisa diz:
sóuri, é que cheguei com um lance pra fazer correndo e entregar já
Ana Luisa diz:
mas já terminei e agora só vou enviar por e-mail
Paula diz:
sei sei
Paula diz:
meu, hj eh um dia que eu nao deveria ter saído de casa
Ana Luisa diz:
uai?
Paula diz:
to irritadissima
Paula diz:
ja briguei com uns 3 aqui
Ana Luisa diz:
djis
Ana Luisa diz:
tpm?
Paula diz:
tpm de cu eh rola
Ana Luisa diz:
mas já aconteceu algo específico pra ajudar?
Paula diz:
a telma disse que eu devia aproveitar a tpm pra agredir alguem até a morte e depois aproveitar os beneficios de tomar banho de sol na cadeia
Paula diz:
sem trampar
Paula diz:
o que é melhor
Ana Luisa diz:
não sei não se eu acho melhor
Ana Luisa diz:
não acho que seja muito confortável o banho de sol na cadeia
Paula diz:
sabe como é cadeia feminina, ninguem deve te bulinar. vc toma sol, não trampa, só come e dorme. pensa bem.
Ana Luisa diz:
sei não...fora que eu detesto comida fria
Paula diz:
basta roubar uma margarina aqui no supermercado
Ana Luisa diz:
será que não bulinam? eu acho que eu já ia querer ficar debaixo da asa da traficante ou de alguma fodona pra ninguém me encher o saco
Ana Luisa diz:
pelo menos pra pele deve fazer bem os banhos gelados
Paula diz:
eu to falando
Paula diz:
to achando que é jogo
Paula diz:
nao vou matar ninguem porque também não é do meu feitio
Paula diz:
mas podia roubar um calhamaço de sulfite aqui na papelaria do lado
Ana Luisa diz:
esse lance da comida não ser lá grandes coisas tbm resolveria o problema com o peso né?
Paula diz:
total
Ana Luisa diz:
afinal na cadeia não tem alfajor argentino, nem feijoada na quarta, etc etc etc
Paula diz:
mas seus familiares podem te levar quando te encher o saco
Paula diz:
ou então aquele bolo de fubá enrolado no pano de prato.
Ana Luisa diz:
verdade... adoro bolo de fubá
Paula diz:
então
Paula diz:
só que vc ia comer um pedaço só pq ia fazer o social com as "colega" e nem ia engordar.
Ana Luisa diz:
eu tbm podia pedir pra minha mãe desmontar meu celular e levar pra mim dentro das partes intimas
Ana Luisa diz:
ao menos eu mantinha contato
Paula diz:
manter contato pra q? a familia pode visitar toda semana
Paula diz:
por exemplo, eu poderia liderar uma equipe de costura e fundar uma nova daspu.
Ana Luisa diz:
ah sei lá... tbm deve rolar um tédio né? apesar que aí é só fazer novas amizades
Paula diz:
teriamos muito mais chance de fazer sucesso do que se lançássemos uma marca aqui fora da cadeia
Ana Luisa diz:
liderar equipe??? manager? afinal pelo que eu saiba vc não sabe pegar em uma agulha... ou estou equivocada a respeito do seu talento?
Ana Luisa diz:
mas veja... será que meu namorado me faria visitas intimas?
Paula diz:
faria
Paula diz:
pode fazer
Paula diz:
e vc poderia escrever um livro quando saísse
Paula diz:
venderia milhoes de copias
Ana Luisa diz:
uia
Paula diz:
meu, to achando que a gente pode pensar a respeito
Ana Luisa diz:
tbm to gostando da idéia
Ana Luisa diz:
se a galisteu ficou famosa escrevendo um livro sobre o namorado que morreu a gente tbm pode contando nossas agruras na penitenciária
Paula diz:
claaaaaaro
Paula diz:
e contando depois como vc venceu na vida fora de lá
Paula diz:
tipo a flora
Paula diz:
da novela
Ana Luisa diz:
"Como sobrevivi ao inferno"
Paula diz:
a mulher que arruma um zé bob venceu na vida
Ana Luisa diz:
o triste pra flora é que a filha dela foi criada pela Claudia Raia e fala com biquinho até pra pedir um número 1 no mc donald's
Paula diz:
eu acho essa novela muito real
Paula diz:
vou te dar um exemplo
Paula diz:
a pessoa sai da cadeia
Paula diz:
toda fudida
Paula diz:
ou não pq realmente a pele dela tava ótima
Paula diz:
podem ser os banhos
Ana Luisa diz:
depois de ter passado por coisa de macho na cadeia dar de cara com uma filha que aos trinta faz biquinho como uma tineiger de 14 é foda
Paula diz:
então
Paula diz:
mas veja que ela saiu com pele e cabelos impecáveis
Paula diz:
e então
Paula diz:
ela se desesperou pq era uma assassina e não tinha pra onde ir (coisa que não vai acontecer com a gente, já estamos na frente)
Ana Luisa diz:
talvez as penitenciárias do estado forneçam renew
Paula diz:
daí olha o pensamento super normal
Paula diz:
e agora, o que vou fazer?
Paula diz:
ah, vou sentar na escada do TEATRO MUNICIPAL e chorar
Ana Luisa diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Paula diz:
quem escolhe o teatro municipal pra chorar, me diz?
Paula diz:
mas ela escolheu certo pq eis que surge o gatérrimo ze bob e a leva pra casa dele.
Paula diz:
é super real
Paula diz:
é gente da gente
Ana Luisa diz:
e o dinheiro da condução pra chorar lá?? ela saiu da cadeia com algum troco? (desculpa a inguinorança mas acompanho essa novela só maomeno)
Paula diz:
não sei tbm
Paula diz:
só sei dos detalhes que eu leio no jornal metro, que dão nos faróis
Ana Luisa diz:
porque essas cadeias são beeeeeemmm longes... afastadas
Paula diz:
eu acho a coisa mais natural do mundo a pessoa sentar na escadaria do municipal pra chorar
Ana Luisa diz:
tbm acho... puta lugar bom pra chorar
Paula diz:
e ainda ser socorrida pelo ze bob
Paula diz:
ou vulgo josé roberto
Ana Luisa diz:
inclusive qualquer coisa eu já to aqui perto...trabalho no centrão... quando me aborrecer, me mando pra lá, sento na escadaria e choro
Paula diz:
e vamos pensar o seguinte
Paula diz:
continuando da naturalidade da novela
Ana Luisa diz:
na verdade a coisa que considero mais real é o lance do ze bob
Ana Luisa diz:
primeiro pq não existem zes bob algum circulando pela praça ramos
Paula diz:
a filha da flora tem 30 anos, faz biquinho e namora um operário LINDO E ESTILOSO. gente, isso é coisa que vc vê em cada esquina. essa novela retrata a mais pura realidade.
Ana Luisa diz:
só homens feios, camelôs e adEvogados falidos circulando em ternos da vila romana
Paula diz:
colombo
Ana Luisa diz:
(gargalhadeenha)
Ana Luisa diz:
aí, vamos supor que tá... tem lá um ze bob passeando por lá a procura de um furo de reportagem
Paula diz:
isso
Ana Luisa diz:
MAS É CLARO que ele ia olhar uma mulher chorando na escada e já levaria pra casa
Paula diz:
claro
Paula diz:
mulher de rua
Paula diz:
natural tbm
Paula diz:
na verdade acho que o mundo está precisando de mais zez bobs
Ana Luisa diz:
afinal os homens gatos e interessantes que tem pela praça ramos são generosos e DESCOMPROMISSADOS, abertos a conhecer um grande amor onde quer que ele esteja
Paula diz:
sim
Paula diz:
eu nao to te falando que eh real
Paula diz:
e aquilo que eu te falei tbm
Paula diz:
se tiver algum chão de fabrica ai perto, passa la
Paula diz:
vai estar cheio de homens lindos e fofos tipo o namorado da biquinho
Ana Luisa diz:
é né? talvez tenha um thiago rodrigues operando o torno
Paula diz:
fora que ele eh operario nao sei pq
Paula diz:
pq o bichinho é inteligente que só
Paula diz:
culto
Paula diz:
honrado
Ana Luisa diz:
situações da vida né?
Paula diz:
coisas que vc vê a rodo por aí
Paula diz:
olha
Paula diz:
a coisa mais fora da realidade nessa novela é aquela mulher q o marido manda
Paula diz:
sabe?
Paula diz:
chega o marido em casa pedindo pra ela colocar a JANTA dele
Paula diz:
há noticias de que ele bulina mulheres na rua
Paula diz:
e ela responde pra ele assim: não fala desse jeito, bem.
Ana Luisa diz:
é a lilia cabral?
Paula diz:
isso sim eh totalmente irreal
Paula diz:
é!
Ana Luisa diz:
o marido dela é o jackson antunes
Paula diz:
EXATO
Ana Luisa diz:
brucutuzão tipico
Paula diz:
tinha esquecido que estava hablando com a sonia abrão
Paula diz:
e que vc saberia todos os nomes
Paula diz:
dos artistas
Ana Luisa diz:
to desconfiada que esse cara vai acabar bulinando a filha dela
Paula diz:
será??????
Ana Luisa diz:
o cara é MUITO escroto
Paula diz:
ele bate nos filhos
Paula diz:
só não bate nela pq ela põe a janta direitinho
Paula diz:
não desobedece
Ana Luisa diz:
ahahahahahah
Paula diz:
e ainda fala: ô bem, deixa eu ir na festa do pai
Ana Luisa diz:
então, mas voltando ao namorado da biquinho
Paula diz:
outro mistério da novela
Paula diz:
tarcisio meira tira dinheiro de onde pra promover festas diárias no cortiço?
Ana Luisa diz:
o que eu acho bem bacana tbm é que a pessoa é operária, mora numa cabaninha e MESMO ASSIM se veste com todo o estilo
Paula diz:
verdade
Paula diz:
cabaninha aahahhahahahhhahahhahha
Ana Luisa diz:
fora que tem um fusca amarelo né?
Paula diz:
e a namorada tem uma troller
Ana Luisa diz:
se ele economizasse na osklen já teria um troller tbm
Paula diz:
é realidade nua e crua
Ana Luisa diz:
afinal, o salário da fábrica é bom né?
Paula diz:
e a familia toda trabalha la
Paula diz:
pai, tio
Paula diz:
todo mundo
Ana Luisa diz:
a rede globo é famosa pela sua teledramaturgia verdade
Paula diz:
e aquilo que eu te falei
Paula diz:
sobre o tarcisio
Paula diz:
onde o cara arruma grana pra ser promoter de festas caipiras diárias?
Ana Luisa diz:
ah monish, vai ver cada um traz uma coisa... pratinho de doce ou pratinho de salgado
Paula diz:
ele não trampa
Ana Luisa diz:
ele passa o dia sonhando com a glória deformada menezes né?
Paula diz:
menina, ela ta deformada mesmo ne
Ana Luisa diz:
aff... to desconfiada que ela é a mãe biológica da danielle winitz
Ana Luisa diz:
só pode ser
Paula diz:
ahhahahhahhahahhhaha
Ana Luisa diz:
decerto trocaram na maternidade
Ana Luisa diz:
isso acontece
Paula diz:
alias, nao sei como a globo nao abordou esse assunto
Paula diz:
troca de bebes
Ana Luisa diz:
tbm não sei como a globo não se tocou da semelhança entre as duas e não colocou a dani de filha dessa mulher em novela alguma ainda
Ana Luisa diz:
agora me fala uma coisa, vc que tá mais a par da favorita... não tem casais gueizinhos nessa novela?
Ana Luisa diz:
isso sim é um milagre
Paula diz:
acho que nao
Paula diz:
mas eh pq na vida real so tem gay
Paula diz:
hahahahhaha
Paula diz:
é assunto batido
Paula diz:
existem mais casais gays que heteros hj em dia
Ana Luisa diz:
mas a globo tem uma cota de gueis pra respeitar na novela
Ana Luisa diz:
se não tem guei ele já começam a levantar a purpurina e bater os poás dizendo que a globo é preconceituosa
Ana Luisa diz:
é tipo a cota bléqui
Ana Luisa diz:
tem que ter
Paula diz:
entendi
Paula diz:
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh
Paula diz:
mas tem um guei na novela
Paula diz:
lembrei agora
Ana Luisa diz:
na favorita nós temos o meu personagem favorito que é da cota bléqui... o Didú
Paula diz:
cabei de lembrar do guei
Paula diz:
eh um com cabelinho meio chanel oleoso
Ana Luisa diz:
que é um alcoólatra SUPER normal tbm... se comporta exatamente como um alcoólatra padrão. Não se fazem mais alcoólatras de novela como Heleninha Roitman. Um verdadeiro mito pra mim
Paula diz:
nao sei o nome do artista
Ana Luisa diz:
ah éeeeeeeeeeee
Ana Luisa diz:
o IRAN MALFITANO
Paula diz:
isso
Ana Luisa diz:
lembrei
Paula diz:
ele mesmo
Paula diz:
ele eh guei
Ana Luisa diz:
meu... o cabelo dele tá ridiculo
Ana Luisa diz:
ele tentou fazer um rico mansur mas não rolou
Paula diz:
nossa
Paula diz:
eh oleoso
Ana Luisa diz:
o personagem dele é totalmente inspirado no rico com aquelas camisetas de jogador de pólo e colarzinho justeenho no pescoço
Paula diz:
entao
Paula diz:
mas o rico nao eh guei
Ana Luisa diz:
quanto a isso não sabemos... ele ainda pode se descobrir
Paula diz:
ahahahahhaha um parenteses, olha isso:
Ana Luisa diz:
afinal mulher não tem mais nenhuma pra ele pegar né? Já pegou todas
Paula diz: (nesse momento Paula começa a recortar e colar sua conversa com o moço supra referido)

prospect says:
rai
Paula says:
oioi
prospect says:
bizi dei?
Paula says:
mór ór lés
Paula says:
endiu?
prospect says:
mór ór lés
Paula diz:
ahahahahahaha

Paula diz:
voltando
Ana Luisa diz:
é o anão falando nosso ingrêis?
Paula diz:
é
Paula diz:
ahahahhaha
Ana Luisa diz:
ahahahahahahaahah
Paula diz:
agora acompanhe
Paula diz:
prospect says:
se eu te contar o que eu acabei de abrir aqui vc vai rir
Paula says:
fala
prospect says:
meu mapa astral
Paula says:
como assim???
Paula says:
astrologia não, pelamordeus
Ana Luisa diz:
djisas... ele já deve ter feito a sinastria amorosa de vcs!!!
Ana Luisa diz:
pergunta se ele fez a sinastria
Paula says:
to rindo sozinha pq eu tenho uma amiga que faz sinastria amorosa no ego (parênteses para a amiga que faz sinastria amorosa no Ego: EU!)
Paula diz:
prospect says:
hahaha
Paula says:
vc já fez?
Paula says:
a sinastria
prospect says:
nao, o que é?
prospect says:
aquele que cruza vc com outra pessoa e diz se rola?
prospect says:
tipo: "vai em frente"
prospect says:
ou "corre"
Paula says:
olha ai! vc sabe!!!! certeza que vc fez! pode me contar, eu vou tirar só um pouco de sarro.
prospect says:
nao fiz, mas conheço
Paula says:
como?
prospect says:
como o que?
Paula says:
como vc conhece
prospect says:
ahh, isso nao é novo, né

Paula diz:
acho que ele ta disfarçando né?
Ana Luisa diz:
ahahahahahahahah
Ana Luisa diz:
acho que seu anão é MISTICO
Paula diz:
hahhahahahahahhahahaha
Ana Luisa diz:
mas meu, anão mistico não é mais anão
Ana Luisa diz:
é GNOMO
Paula diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ana Luisa diz:
to chorando
Paula diz:
mitchu
Paula diz:
acho que agora eu zoei o anão
Paula diz:
veja:
Ana Luisa diz:
anão é desapegado dos lances misticos... dunga, soneca, zangado...
Ana Luisa diz:
já criaturas de baixa estatura ligadas ao assuntos misticos, são conhecidas como GNOMOS
Paula diz:
meeeu
Paula diz:
hahahaha
Ana Luisa diz:
dizem que eles habitam as florestas mas com tanto desmatamento por aí, talvez eles vivam entre nós
Paula diz:
ahahhahahahhaha
Paula diz:
meu, vc ta acompanhando?
Ana Luisa diz:
calaaaro
Paula diz:
teremos uma sinastria em tempo real
prospect says:
nunca fiz, mas vou fazer
prospect says:
perai
Paula says:
vai ser agora?
prospect says:
sim
Paula says:
ahahahahhahaha
prospect says:
ta abrindo
prospect says:
dá teus dados ai, pq fazer a minha comigo mesmo nao vai rolar
prospect says:
nome, data de nascimento, hora e cidade
Paula says:
vc vai fazer sua sinastria comigo?
Paula diz:
hahahahahahahahahah

Ana Luisa diz:
eu já fiz sinastria
Paula diz:
ah é
Paula diz:
com o renato
Paula diz:
lembro que deu supercerto
Ana Luisa diz:
SUPER CERTO
Paula diz:
em caixa alta
Paula says:
vc sabe que a sinastria não mente jamais
Paula says:
ainda mais a do ego
Ana Luisa diz:
se eu tivesse prestado atenção naquela época, teria poupado tanta perda de tempo
Paula diz:
que é de um portal super confiável
Ana Luisa diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Paula diz:
se bem que gnomos nao sabem coisas???
Paula diz:
nao sao seres sensitivos?
Ana Luisa diz:
acho que são apenas seres protetores da natureza
Paula diz:
vc acha que eu deveria perguntar alguma coisa pra saber que tipo de gnomo ele é?
Ana Luisa diz:
inclusive já vi pessoas que colocam oferendas pro gnomo em suas casas
Paula diz:
tipo maçã
Paula diz:
eu tbm ja vi
Ana Luisa diz:
maçãs
Ana Luisa diz:
EXATO
Paula diz:
até cuspi o chá que tava tomando
Paula diz:
ahhahahhaa
Ana Luisa diz:
será que não é o caso de oferecer?
Paula diz:
ta demorando a sinastria...
Ana Luisa diz:
na verdade a sinastria relevou que vcs não tem futuro e ele não quer contar
Ana Luisa diz:
imagina: Prospect e Paula, vcs pertencem a mundos diferentes e a paula pode ver o mundo por uma visão que jamais prospect verá a não ser ser use salto como o zezé de camargo
Paula diz:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Paula diz:
chorei
Ana Luisa diz:
se prospect quiser lutar pelo amor de paula, terá que abdicar de sua imortalidade enquanto ser da floresta... abdicará de seus poderes de compreensão da lingua dos animais e das plantas no melhor estilo cidade dos anjos estrelando Paula como Meg Ryan
Paula diz:
meu
Paula diz:
pára
Paula diz:
to chorando
Paula diz:
ele ainda não falou nada
Paula diz:
acho que deu tudo igual vc disse
Ana Luisa diz:
certeza
Paula diz:
meu
Paula diz:
eu chorei agora
Ana Luisa diz:
e eu então?
Paula diz:
saiu chá ate pelo nariz quando vc falou do salto do zeze
Ana Luisa diz:
preciso fazer xixi
Ana Luisa diz:
me copia quando ele mandar a sinastria
Paula diz:
quer que te copie
Ana Luisa diz:
OBVEO

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Chuck Norris language

uta médaaaa = utilizado quando ele quase cai. Considerando que Bento é deveras ativado e CURTE atividades radicais, a expressão é muito utilizada. Seu correspondente no nosso idioma é puta merda
eita féioooo = A criança é muito expressiva mesmo e utiliza o "eita ferro" pra diversas situações, desde trocas de cocô muito fedido até para quando derruba sucos e afins no tapete e/ou sofá da vovó
upa lelêêê = O tradicional upa lelê é utilizado quando ele pula - se joga - no seu colo para se livrar de alguma situação não prevista, tais como ficar encalhado dentro da fruteira, entalado em algum lugar inacessível dentro do carro, preso atrás de algum adereço do mobiliário, etc...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

30/06


Gente, será que ninguém mais nesse mundo sabe o que é festa junina?? Tão confundindo a festa típica com churrasco ao som de Edson e Hudsom. Ano que vem, antes de organizar o evento, estejam atentos para algumas coisas:

No quesito comes e bebes, Festa Junina TEM QUE TER:
mí cuzido
pinhão
bolo de mí
canjica
doce de abóbora com côco
vinho quente
quentão
maçã do amor
pipoca
pé-de-muleque
paçoca
bolo de fubá
...

No quesito entretenimento, Festa Junina EXIGE:
trajes típicos - esse ítem é muito importante porque hoje em dia as pessoas estão confundindo caipira com country e não tem nada mais chato que caipira metido a country. Caipira é caipira. Jeca Tatu manja? Dente pintado de preto, roupa remendada, trancinha, pintinha, vestido de chita com saia rodada pra dançar o que????
Quadrilha!!!!! Que tipo de pessoa faz festa junina sem quadrilha minha gente??? É o clímax de qualquer festa caipira que se preze. E se a festa for boa mesmo tem inclusive o casamento caipira com a presença de um padre e de uma muié embarrigada pra interromper a cerimônia.
Agora junho se foi e eu não comi pinhão. Saco...


O Lula é cachaceiro mas tem motorista

Daí que agora não se senta numa mesa e não se entra numa roda sem falar do terrorismo, ops, das novas punições pra quem for flagrado dirigindo bebum. Bebum modo de dizer, né? Porque agora tomou caldo de cana na feira, lascou. Quase 1000 reais de multa, 7 pontos e suspensão da sua carteira por um ano, apreendem seu carro, te prendem, você responde processo pode pegar de 2 a 4 anos de cadeia, quebram seus brinquedos, salgam suas terras, matam sua família, envenenam seu cachorro e fazem você dançar Créu no programa da Luciana Gimenes.
Tudo por causa de um chopp. Tomar chopp tá pior que assaltar banco. Já tô até imaginando você lá no xilindró e o companheiro de cela te pergunta:
- E aí, quantos você matou?
- Matei um. Um chopp. E você?
- Tomei duas long necks mas falaram que era sem álcool. Batizaram minha empada, só pode. Eu sou inocente, eu sou inocente pô!
Embora por enquanto sejam 15 bafômetros pra 6.000.000 de veículos, eu tô bem preocupada. Não só porque sou assumidamente dependente do álcool, como também não confio em pessoas que não bebem. Não dá pra entregar o carro na mão de alguém que sai de casa, senta num boteco e pede suco de laranja. É um comportamento, no mínimo, esquisito.
Os caras ficam te dizendo pra ir e voltar de táxi. Mas gente, alguém aqui está em Buenos Aires pra poder desfilar de táxi pra cima e pra baixo? Sabe quanto morre numa corrida pra Vila Madalena?? E sabe quantos chopps você consegue tomar com a mesma grana??? Eu tô meio sem rumo. Os homens da lei montando blitz perto dos bares e eu sem bar perto de casa. Também tenho a opção de passar a beber no Bar do Beto. Basta atravessar a rua. O ambiente não é lá dos melhores, tem caça-níqueis nos fundos e meu pai já foi assaltado lá duas vezes. Também não sei se já vi alguma mulher lá, mas é melhor que ser presa né?
A cota de 2 chopps que tinha antes já não tava bom?? Segundo os médicos, é um teor alcoólico que não interfere nos sentidos. Pelo menos pra poder molhar a garganta... Se esse alvoroço perdurar por muito tempo, minha vida social terá de mudar drasticamente. Talvez ela desapareça. E por falar em social, alguns dados sociais serão modificados nos próximos anos. Imagina o aumento substancial no número de mulheres feias que ficarão com caras que não dirigem? Isso sim é que é lei seca: todo mundo careta, ninguém chega mais em ninguém. Vai ser uma seca danada. Nossos hábitos terão de ser revistos. Churrasco? Leva 1 quilo de carne e uma caixinha de guaraná zero. Happy-hour? Que tal no Mc Donald's? Os encontros terão de pular etapas. Melhor já convidar pro vinho em casa direto. Com a vantagem de que o convidado não vai poder dirigir e vai ter que dormir por lá mesmo. Todo bom brasileiro acha uma brecha na lei pra se beneficiar...
Vislumbro poucas saídas. Mudar de amigos, mudar de programas ou parar de beber? Todas as opções coincidem com meu ingresso na Igreja internacional da Graça de Deus visto que somente lá encontrarei amigos sóbrios que não frequentam bares e de quebra me guiarão pro caminho da luz. Tudo com o apoio do R.R. Soares pra me fazer companhia nas futuras madrugadas sem programação...
Acho que dormi e acordei na Suiça.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Biografia não autorizada

Pode ter barba e pode não ter. Eu prefiro com, mas é só questão de preferência mesmo. Fica bom dos dois jeitos. É doce. Vai ver de tanto comer doce. Mas se come tanto doce, por que é magro? De ruim? Que nada! Eu acho que é bom. Bom como o lábio doce depois da tragada do cravo. E o cravo a gente já sabe. Não pode brigar com a rosa. Senão ela fica despedaçada.
Suas rodas são duas. Uma bem atrás da outra. Quando dentro, sua. Torce a camisa e fica bem de frente pro meu olho não precisar procurar. Quando fora, o vento tá gelado e congela sua mão. Mas benzadeus menino teimoso! Põe uma luva nessa mão! Diz que perde a sensibilidade. Bobagem... ela é grande.
Eu que sou ruim da cabeça e doente do pé, acho graça da trilha sonora. Mas o seu pé não é doente não. Só fica pra fora da cama. Tadinho. Precisa se encolher pra participar da luta. Luta de todo mundo querendo a mesma coisa. Usando as armas todas pra ganhar o prêmio. O aconchego. E se ganhar, presta atenção na hora. Não vai esquecer que o mundo ainda não parou. Só por enquanto. Enquanto ele não acha o medalhão.

domingo, 22 de junho de 2008

Profissão Repórter

Todos sabemos que São Paulo está saturada. No trânsito a coisa é assustadora. Os financiamentos parcelando carros em 12 anos e nada de parcelarem mais rua pra enfiar essa frota toda. O transporte público tem situação igualmente medonha: você até pensa em ser politicamente correto e deixar o carro na garagem, mas dependendo do seu destino corre o risco de chegar igualzinho aqueles blocos de lixo compactado.
Como muito em breve teremos eleição pra prefeito desse município, deixei meu lado Caco Barcellos vir à tona pra apresentar aos candidatos mais um drama que a cidade enfrenta. O drama dos que necessitam de um abrigo aos sábados à noite. Gente - não é brincadeira, é coisa séria. Milhares de paulistanos que peregrinam pela cidade em busca de um quarto que lhes ofereça um mínimo de conforto e segurança.
Não levantei nenhuma estatística do número de quartos disponíveis na Grande São Paulo (digo Grande São Paulo com o embasamento técnico de quem RODOU por São Paulo e municípios adjacentes realizando essa pesquisa), mas o fato é que a demanda está muito acima da oferta. Os estabelecimentos que oferecem essa prestação de serviço têm sua capacidade máxima atingida antes do meio da madrugada, o que acarreta em inúmeros casais vagando pelas vias públicas em situação de completo desalento pra alguns e desespero para outros.
Numa análise mais macro do problema, podemos concluir que essa questão é mesmo de interesse público. Veja: esses munícipes que percorrem a cidade em busca de um teto - espelhado de preferência -, podem representar uma ameaça a ordem. Imagina só. Os mais inconformados saem pelas ruas e avenidas propensos a causar acidentes. Os resignados, aceitam a situação e fazem do automóvel seu ninho de amor, expondo-se a assaltos e a toda sorte de violência urbana.
Como normalmente a rota dos estabelecimentos que atendem a essa necessidade do mercado é bem definida e eles ficam bem próximos um do outro, os carros enxergam-se como competidores disputando os preciosos quartos. Quando percebem o interesse do carro ao lado, aceleram em direção à entrada mais próxima, realizando inclusive perigosas ultrapassagens. Claro que depois de estar quase chegando no Rio de Janeiro, você começa a pensar que assim que engatar a ré, o Sergio Mallandro saltará sobre o capô do veículo te avisando que aquilo é somente uma pegadinha e que você pode sim adentrar no refúgio sem esperar pela hora e meia sugerida pela atendente da recepção (uma hora e meia não é força de expressão não, é um cálculo desenvolvido por engenheiros do ITA pra determinar quanto tempo aproximadamente levará o coito alheio mais a limpeza do quarto pra entrada do próximo. Nojento né? Mas é isso mesmo.)
Eu, repórter por um dia que vos fala, que nunca fui uma frequentadora assídua dos hotéis de alta rotatividade, fiquei chocada com a gravidade da situação. Fiquei pensando que candidato ofereceria a melhor plataforma pra amenizar essa situação e que plataforma seria essa. Aí lembrei que temos a disposição como candidata a síndica dessa zona, a SEXÓLOGA Marta Suplicy, que inclusive já apresentou caminhos pra resolução deste problema ano passado, no meio do caos aéreo. Relaxar e gozar. Mas prefeita??? Vamos relaxar onde??? Vamos gozar onde???? Bolsa-Formação de Família djá!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Seu celular tem 42 ligações perdidas

Claro que agora é inevitável não pensar como teria sido se eu tivesse agido assim antes. Difícil não fantasiar que agora as coisas mudaram e que todas as ações correspondem exatamente àquilo que parecem dizer. Não estou falando de um mundo cor-de-rosa ou de pessoas perfeitas, sempre prontas para nos acolher, amar, caminhar ao nosso lado. Não falo disso, mas da tristeza nos olhos de quem vira as costas e a gente não vê. A beleza por dentro de um peito encouraçado que a gente não sente. A solidão de quem afasta um amor e se deita em camas tão frias. É do instante quando os olhos se perdem no nada e nenhuma mentira é capaz de enganar si mesmo. É desse instante solitário, desse instante sem abraço, que eu digo. Todo mundo vai virar as costas ou dizer que merece coisa melhor ou debochar das mentiras que eles contaram... mas a gente pode sempre voltar e acolher com amor, ser os primeiros a começar. Afinal, se a hostilidade do mundo despertar a nossa, quem vai ser o primeiro a sorrir?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ilegais

Desse jeito vão saber de nós dois. Dessa nossa vida. E será uma maldade veloz. Malignas línguas. Nossos corpos não conseguem ter paz em uma distância. Nossos olhos são dengosos demais. Que não se consolam, clamam fugazes. Olhos que se entregam, ilegais.

Sobre o leve e o pesado

Entre as coisas bem-vindas que já recebeu estavam o leve e o pesado. Isso porque era uma pessoa de contradições. Gostava do glamour e gostava da caipirice. Gostava de divagar mas também gostava da objetividade. Gostava de Ramones e de Bee Gees. Gostava do leve e gostava do pesado.


Então era difícil encontrar satisfação. Quando ficava no glamour, sentia falta de relaxar. Sentia falta da espontaneidade. Sentia falta do benzadeus e da infinita lista de coisas prosaicas que compunham seu bem querer e que não estão disponíveis nos Jardins. Não que não gostasse daquele luxo todo. Deslumbrava-se com o prosecco sob as lentes do Amaury Jr. Mas precisava relaxar. Faltava fôlego pra manter a pinta tanto tempo. Tanto tempo sem soltar um único lado B. Quanto tempo seria capaz de resistir?


Quando seu lado moderno decidia que iria divertir-se e lambuzar-se, em pouco tempo sua versão Danielle Stil pedia pelo romance. Perdia a mão no entretenimento e logo já pedia mais que ocupação de tempo. Queria mensagens fora de hora e clichês que estavam bem mais pra Wando que pra Killers. E incrivelmente não sabia se esses gestos faziam seu coração sorrir ou seu estômago embrulhar. O que poderia agradá-la afinal?


Gostava de lançar tendência e permanecer na vanguarda, mas queria assistir a Luciana Gimenez e o Rodrigo Faro. O gosto pelo novo e seu olhar aguçado contrastavam com o prazer de estar na vila. Com a tranquilidade de se assumir. Mas assumir o que? O que era ela então?


Gostava mais do ovo duro ou do ovo mole? Molho branco ou molho vermelho? Tênis ou salto alto? Baladas que não têm fim ou domingo à tarde no sofá? Cantar ou escrever? Atleta ou boêmia? Era ela boa ou má? Gostava da solidão ou encontrava-se na multidão?


Ela não tinha as respostas. Tirando o amor pelo time do Palestra Itália e a aversão pelo Lula, tinha poucas escolhas definidas. Se ela escolhesse a beleza do branco, perderia a sensualidade do preto. Se vestisse a calça jeans ficaria sem o charme da mini saia. Não sabia se era o peixe que queria vender ou o que de fato tinha pra dar. Será que isso era influência dos astros pela sua Balança com ascendente em Peixes? Mas ela se interessava por astrologia desde quando?


Talvez por isso tenha se encantado com o leve e o pesado. Enfim não precisava escolher. Havia algo no ar leve como um zepelin e pesado como um boeing. Doce como brigadeiro quente desgrudando da panela e ardido como wasabi bem colocado no meio do sushi. Bom dia e boa noite.




terça-feira, 17 de junho de 2008

Postagem 100

Cem idéias já estão aqui. Não são cem assuntos. Os assuntos se repetem. Porque todo mundo que me conhece sabe que repito as coisas que gosto. Ouço cem vezes a mesma música. Falo cem vezes na mesma pessoa. Sento cem vezes na mesma mesa de bar. Pra mais de cem.
E enquanto o assunto não se esgota, vou conjecturando sobre ele sem cansar. Cem novas perspectivas. Sem desistir da idéia.
E essa mania de escarafunchar o mesmo objeto, as vezes provoca um branco. Olho pro teclado, cem assuntos pululam na minha cabeça. Mas como só consigo destrinchar a mesma história, fico assim. Sem palavras. Porque todo assunto, por mais complicado que seja, uma hora esgota. Você torce e torce mas dali não sai mais nada. Sem mais.
E então a vida vai sugerindo novas possibilidades pra se pensar. Sem pressa. Sem compromisso. Mas a cabecinha pressiona. Exige mais de cem elocubrações. Cem poréns e cem mas. E como ninguém aguenta tanta conjectura sobre o mesmo tema, o negócio é desenvolvê-las nas palavras. Que venham mais cem.
Tim tim

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Eu nunca vou parar de rir

Olha, eu sei que o delay tá grande demais, mas sempre é tempo de comentar algo tão significativo. Sei que fui uma amiga relapsa e fui viajar bem no dia em que vários amigos meus precisavam tanto de mim... Será que vocês serão capazes de me perdoar? Minha preocupação só não foi maior porque sei que depois da queda pra segunda divisão vocês ficaram bem mais fortes. Eu sei. Já passei por isso.
O que é perder uma final da Copa do Brasil diante da decepção em 2007? O que é perder (roubado diga-se de passagem) pro Sport depois de duas eliminações da Libertadores pelo mesmo "timinho ordinário" (aquele da camiseta ecológica, manja?) que ficou anos sem um título?
Tudo isso deve estar doendo muito, mas não esqueçam que o vice-campeão também tem seu valor. Ficou na frente de todos os outros times (inclusive o Sagrado Alviverde). Chegou na final. Não sejam ingratos. Apóiem o coringão nesse momento difícil. Mesmo porque, na minha humilde opinião, 2008 não tem mais pra ninguém. Só vai dar Corinthians. Corinthians x Borborema? Corinthians! Corinthians x Santo André? Corinthians!! Corinthians x Monte Azul Paulista??? Dá-le Corinthians!!!
Essa é uma boa razão pra vocês não se afetarem, porque afetação é coisa de bambi. E se algum palmeirense deselegante (coisa difícil de encontrar) cruzar com vocês e cantar: "AQUI TEM UM BANDO DE PORCO, RINDO DE TI CURINTHIANS!!!!!! Não percam a esportiva. Futebol é assim mesmo. Cabeça erguida e otimismo. 2008 campeão da série B, 2009 na série A, 2010 libertadores e 2057 estádio próprio... e por aí vai. Não pára, não pára, não pára...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Só mais um pouquinho

Aconchego (s.m.) 1. Ação ou efeito de aconchegar, conchego.
Aconchegar (v.t.d.) 1. Pôr em contato; aproximar, chegar; 2. Apertar-se, unir-se; 3. Arranjar, chegar a si, compor; 4. Chegar-se para achar conforto ou agasalho
05:52 a.m.
Coloca em contato quando aproxima. Se achega. Aperta o peso do corpo contra o outro corpo e une. Ajeita. Arranja a posição mais gostosa e aninha. Trás pra perto. O mais perto. Compõe um novo jeito de estar. Transforma em bem-estar. Logo percebe que melhor jeito de estar não há. Oferece conforto e encontra agasalho. Procura aconchego e acha sua definição no sentido pleno.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Benzadeus

Ainda sem saber como agir. Antes de saber como agir, melhor aprender a conduzir. Mas antes de aprender a conduzir, melhor entender o que sentir. Mas antes de entender o que sentir, deixar-se permitir. Mas antes de deixar-se permitir, escolher por onde seguir. Mas antes de escolher por onde seguir, que possibilidades tenho a definir?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Drão

Existem várias formas de se relacionar. Não existe um formato ideal de relação. Toda relação tem partes e as partes é que determinam o que é importante pr’aquela relação dar certo. Combinam as regras, fazem os acertos e enfim, se relacionam. Tudo isso muito embora a maneira de criar relações seja muito parecida. A maioria das pessoas possui as mesmas carências e as mesmas vulnerabilidades e ficam suscetíveis aos mesmos formatos.

Ao contrário da forma com que podemos nos relacionar, algumas coisas só existem de um jeito. E quando, por alguma razão, nosso coração resolve dar importância a alguém, é pouco provável que o referido objeto do nosso afeto não se sinta importante. Isso porque não temos dúvidas quando realmente recebemos importância de alguém.

Não trata-se de traço de personalidade e sim de mera indolência. Importar-se com alguém não requer esclarecimento. Traduz-se em gestos cotidianos de cuidado, atenção. É inerente, natural.

Claro que para nos importarmos com alguém, é preciso estar acessível. É preciso deixar-se tocar. E isso requer generosidade. Exige generosidade porque nos importarmos com as pessoas reduz nossa chance de estar plenamente feliz. É verdade. Reduz. Se nossa alegria e satisfação estão vinculadas ao bem-estar e felicidade de muita gente, maiores as chances de não experienciá-las, visto que é muito difícil que todos os objetos de nossa afeição estejam intermitentemente felizes e satisfeitos.

E se a chateação daqueles que amamos nos afeta de modo a nos chatear também, é lógico pensar que mais permaneceremos chateados quanto mais nos importarmos com as pessoas. Talvez seja essa lógica que dê o embasamento para tanta gente egoísta nesse mundo. Afinal, por que permitir que eu seja afetado por algo que não me afeta diretamente? Não é estupidez deixar com que as desventuras de alguém reduzam dramaticamente minhas chances de permanecer impávido com a minha própria vida?

Por essa razão, muitas pessoas passam pela vida bem concentradas nas próprias necessidades, sem se distrair com desejos que não sejam os seus próprios. Não que essas pessoas estejam imunes a importar-se com quem quer que seja. Não. Isso até pode acontecer. Mas seus interesses sempre sobrepõe-se aos alheios. A pessoa fica de tal forma ensimesmada que até quando demonstra importar-se com alguém, o faz por si, não pelo outro. Aí os gestos ficam sem sentido. Aquele que pensa ser objeto de atenção, confunde-se. Fica sem entender como pode ser importante pra alguém, se demonstra aborrecimento e não recebe o cuidado esperado.

Mas o mais curioso é observar que imunizar-se às necessidades do outro não torna o egoísta mais feliz. É interessante constatar que aquele que só preocupa-se com os próprios anseios não encontra alegria. Não olha para os lados e assim não encontra referencial de felicidade. Espera desfilar a passeio pela vida dos que o cercam e encontrar entretenimento, distração. E assim leva a vida. Dando encontrão em pessoas suscetíveis ao próximo e saindo à francesa. De fininho...

Ao sujeito que doou um espaço do seu coração pra se importar com ele, sobra uma dor pungente. Não consegue entender e acaba pensando que o problema está em si. Diminui-se com questões como não ser suficientemente amável ao coração do egoísta. Bobagens. Todos estamos cercados de pessoas que nos amam e claramente demonstram se importar com nossas inquietações exatamente como somos. Difícil é olhar esse todo quando o egoísta insiste em manifestar sua indiferença em relação a algo tão precioso que lhe foi confiado.

Todos esses pensamentos vêm com clareza a minha mente. Mas não impedem a não compreensão de tudo isso que me ocorre. Embora esteja convencida de não obter as respostas, confesso ainda acalentar o íntimo desejo de que tudo fosse diferente. O desejo de que o conhecimento da minha dor motivasse uma ação sua. Vão.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O problema não está em mim

Não,
ele não vai mais dobrar
pode até se acostumar
ele vai viver sozinho
desaprendeu a dividir

Foi
escolher o mal-me-quer
entre o amor de uma mulher
e as certezas do caminho

Ele não pôde se entregar
agora vai ter de pagar com o coração
Olha lá,
ele não é feliz
sempre diz
que é do tipo cara valente
Mas veja só
a gente sabe
que esse humor é coisa de um rapaz
que sem ter proteção
foi se esconder atrás da cara de vilão
Então não faz assim rapaz
não bota esse cartaz que a gente não cai não

Momento Coruja

" O João é o melhor aluno desta sala. Me impressiona não somente a fluência da leitura dele, como o retorno que ele dá daquilo que lê. Ele compreende os textos e expõe com clareza todas as suas idéias e interpretações. No estudo da matemática, possui raciocínio lógico desvinculado do concreto. Demonstra independência na realização de suas tarefas e tem excelente relacionamento interclasse. Não apresenta nenhuma dificuldade no cumprimento de suas responsabilidade e nenhuma dificuldade disciplinar."
*palavras de Rita, professora da segunda série do João.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Toc, toc, toc... Quem Bate? É o friooo

Maio mal começou e o frio já chegou. Eu particularmente não sou muito chegada a baixas temperaturas. Acho bonito, elegante, bom de se ver. Mas não gosto de sentir na pele. Fico preguiçosa, manhosa – e se o frio for úmido e chuvoso, pronto – fico mal-humorada também. Isso porque umidade e chuva em São Paulo significam trânsito, pés molhados, guarda-chuvas se esbarrando e crise capilar. O último item já tem o poder de acabar com o humor de qualquer ser humano não abençoado pelos cabelos a prova d’agua.

Ao frio associamos vinho, lareira, fondue... Mas tudo isso se você estiver associado a alguém. O inverno é definitivamente uma estação de associação. Pescoços associados a cachecóis, televisões à edredons, mesas de bar associadas a aquecedores... e por aí vai. Ou seja, para atravessar um inverno com segurança e conforto, melhor garantir um par.

Claro que um par adequado para essa estação não é nada fácil de se encontrar. Ele precisa fornecer um mínimo de calor pra reverter sua sensação térmica. Como infelizmente não somos ursos e não possuímos o maravilhoso direto de hibernar de conchinha durante toda a estação gelada, seu par deve possuir a capacidade de te aquecer mesmo a distância. Passar aquele calorzinho gostoso mesmo através do telefone. Com uma mensagem, um carinho...

Em tempos de aquecimento global, as pessoas estão menos aptas a aquecerem umas as outras. Ainda não li nenhum estudo a respeito, mas talvez o descongelamento das calotas polares esteja provocando uma reação no subconsciente das pessoas, que com medo do calorão iminente, estão com certa aversão ao calor humano e resolveram curtir as últimas décadas do planeta desfrutando de certa frieza.

Nesse caso, o melhor é buscar outras associações pra tentar amenizar o problema. Para mim, o melhor remédio contra o frio, ainda é meia grossa e chocolate quente. Bem quente. Daqueles que esquentam tudo por dentro. Também dá pra se distrair do frio botando fogo entre quatro paredes. Mas isso também exige um par, que se não for aquele com os requisitos acima listados, deve ser alguém com atributos incendiários. Mas é bom avisar. Essa quentura é efêmera. Provoca aquele calorão momentâneo e depois passa. Dura pouco mais de algumas horas. Com otimismo...

No mais é enfrentar com coragem e brio a hora de tirar a roupa pra tomar banho. Por essa e outras situações não têm par que dê remédio. Nem o abandono da postura politicamente correta. Porque atire a primeira pedra o ecologista que não liga o chuveiro quente e deixa o vapor subir antes de tirar a roupa nesse frio...

Enquanto isso a gente espera. Qualquer hora a porta bate. Toc, toc, toc... Quem bate? É o remédio definitivo pro seu friooooo!



terça-feira, 6 de maio de 2008

Another wasted love story



There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Últimos suspiros

Solidão à dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

Trilha sonora do final de semana


Quando surge o alviverde imponente

No gramado em que a luta o aguarda

Sabe bem o que vem pela frente

Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida

Transformando a lealdade em padrão

Sabe sempre levar de vencida

E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa

Linha atacante de raça

Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro

Que sabe ser brasileiro

ostentando a sua fibra


Elucidação a despeito das elocubrações passadas

Em respeito aos meus inúmeros leitores, redijo esta nota de esclarecimento:
Depois de muito elocubrar e não encontrar mais respostas, beirávamos a desistência. Até que...
Sim! Ele ligou. Não somente ligou como esclareceu as razões pela demora. Compromissos profissionais, complicações de ordem pessoal, blablabla...
Sim! Nós saímos. Não somente ele não foi abduzido como cogitamos anteriormente, como também passeamos pela mesma órbita esse final de semana...
Sim! Ele é verdadeiramente OLD SCHOOL. Não somente pela idade, mas também pela postura adulta, centrada e equilibrada.
Tenquiú Lord!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Elocubrações elucidativas sobre questão universal

Daí que semana retrasada eu fui ao jogo do Palmeiras x São Paulo no Morumbi com a Rê. Eu estava superempolgada não só porque o dia estava lindo, mas também porque o Palmeiras era super favoritíssimo pela campanha incrível que fez no Paulistão. Estava empolgadíssima pela minha amiga ser palmeirense e empolgadíssima porque assitiríamos ao jogo tomando caipirinhas e cervejas no camarote da federação.

O jogo começou e o São Paulo fez dois gols no Palmeiras. Um deles, de mão. Isso mesmo. Um gol de mão do Adriano. Os bambis - ops, os são-paulinos -, com seu jeito muito peculiar de torcer, estavam no armário e só começaram a gritar e torcer depois do segundo gol do São Paulo, tornando nossa convivência no camarote insustentável.

Procuramos então nos afastar pruma cadeira lááááá longe deles e nos concentrar na nossa virada. O Palmeiras fez sim um gol, mas o placar terminou num 2x1. A desolação era completa. Até que...

Olhei pro lado, e comentei com um torcedor igualmente desolado: - Tudo bem, semana que vem, 1x0 no Palestra Itália é nosso...


Cabeça volta pra frente e algumas questões instalam-se:


1. Esse torcedor é interessantíssimo ou ainda estou um pouco atordoada com o jogo?

2. Esse torcedor estava ao meu lado durante todo o segundo tempo e eu não notei sua presença?

3. Esse torcedor estava ao meu lado, acompanhado por sua filhinha de 10 anos aproximadamente, e eu não só ignorei sua presença como também gritei todos os palavrões catalogados e os não catalogados para o juiz e sua família?

4. Como farei pra demonstrar que o considerei MUITO interessante após tamanho desdém durante a partida?

5. Como farei algum contato com esse torcedor se o jogo acabou?

6. No manual da etiqueta do flerte existe alguma restrição sobre flertar pessoas acompanhadas de filhos menores?

7. Será que estou tão fanática pelo futebol que perdi a chance de conhecer o homem da minha vida por estar imersa no jogo?



Claro que todos esses pensamentos me ocorreram em questão de milésimos de segundo e quando virei pra Rê, ela confirmou meu pensamentos com a seguite frase:

- Ana, que gato!!!! Esse coroa é seu número!* Você PRECISA fazer alguma coisa!
*reparem que minhas amigas já consideram homens entre 45 e 50 anos o meu número. Fica a dúvida se é por conta do meu gosto old school ou se elas consideram homens na terceira idade mais adequados com meu perfil

Claro também que eu não tinha a menor esperança de fazer algo, porque não só ele não estava mais ao nosso lado, como também porque eu ganhei o prêmio internacional da mais desajeitada paqueradora do século e não fazia a menor idéia de como prospectar.

Com a segunda derrota do dia, sentamos num puff do camarote pra tomar a última cerveja enquanto aguardávamos o tumulto pra sair do estádio dar uma acalmada. Até que...

O HOMEM caminha em nossa direção e senta ao meu lado no puff. Ai meu Deus!!! Será que é um prêmio de consolação por todas as roubalheiras do juiz pra cima do Palmeiras???

Como era de se esperar, eu travei. E ele, nenhum campeão do traquejo na arte da paquera em estádios, também não conseguia engatar conversa muito promissora. Graças a Deus eu estava acompanhada da minha amiga que resolveu tomar a frente da situação e praticamente cuidar de tudo sozinha. Providenciou não somente um papel, como também anotou meu nome e telefone nele. A mim, cabia somente encontrar a oportunidade adequada de entregar a ele. Como era de se esperar, não encontrei. Sendo assim, coube também a Rê promover que saíssemos juntos do estádio e ele nos acompanhasse até o estacionamento (afinal duas mocinhas indefesas saírem de um Morumbi tomado por delinquentes bambis é muuuuito perigoso). Como era de se esperar, também não aproveitei a deixa e não concluí minha humilde missão de apenas entregar o papel. Desoladas mais uma vez. Inconformadas. Até que...
Numa atitude surpreeendente, o prospect desce de seu carro e caminha em minha direção com seu cartão em mãos. Óóóóóóóó... Entreguei o guardanapo e aguardamos que ele desaparecesse de nosso campo de visão e pulamos e comemoramos como se fosse um gol do verdão. Renata já sugeria até mesmo ser a madrinha de nosso casamento. Alegria completa. Até que...
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Domingo (dia do segundo jogo da semi-final contra o São Paulo, dia em que o Palmeiras eliminou o São Paulo do Campeonato Paulista com direito a frango do Rogério Ceni numa partida eletrizante finalizada num 2x0 que garantiu a vaga do Verdão nas finais)
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Domingo (dia da primeira final do Campeonato Paulista, dia em que o Palmeiras enfrentou a Ponte Preta na casa adversária em Campinas e venceu por 1x0)
Segunda-feira...
15 dias depois, elocubramos razões para que ele ainda não tenha ligado. Minhas amigas e inclusive suas mães que ficaram sabendo de tudo isso em tempo real sugerem coisas do tipo que ele não ligou ainda porque deve estar com uma amigdalite terrível e impossibilitado de falar, ou que ele morreu, entre outras hipóteses SUPER plausíveis já que a possibilidade ele simplesmente não quis ligar está totalmente fora de cogitação.
Alguém tem mais alguma sugestão?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sucinta

Porque o querer mora muito mais fundo.
Nasce lá onde você é mais sendo.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Festa no chiqueiro


As alegrias de ser palmeirense não se restringem apenas ao futebol.

Só podia ser por causa disso que a Leonor tava triste

Por que será que quando uma relação meio a meio acaba, parece que alguém sempre sai com 49%?
Essa pergunta é da Sandra Werneck. Eu agora tô me perguntando se as relações são sempre assim. Não só quando acabam. Mas antes, durante e depois também. O Efraim já tinha me ensinado que numa relação sempre há uma vítima. Ensinou também que se sempre há uma vítima, devemos nos concentrar em não ser a vítima.
Restam algumas perguntas:
Será que alguém sempre é acionista maioritário e pro outro só resta aceitar o controle daquilo que resta? Será que os sócios numa relação nunca serão igualitários? Alguém sempre se doa mais? Quer que dê certo com mais força que a outra parte e demonstra isso através de ações mais concretas?
Mas relação tem parte? Juridicamente e comercialmente falando, as partes numa relação têm sempre interesses distintos. E numa relação afetiva? A parte não deveria ser o todo e os interesses comuns?
E quem pode medir quem fez mais, quem sofreu mais e quem queria mais que a coisa funcionasse? O quanto é o mais de cada um? E qual a vantagem de ganhar ou perder nessa hora? Em que momento estabelece-se essa competição? Quem define as regras? Mas se quem dá mais, sempre sai com menos e quem dá menos fica com alguma coisa, qual a vantagem em se dar?
Ué, mas alguém quer levar vantagem em uma relação? Se a relação acaba, quem deu menos também não saiu de mãos abanando? Quem venceu? É possível alguém sair sem perder?
Mas o que foi dado foi perdido? Então não foi dado, foi investido. Investimento supõe retorno, doação não. Qual a escala pra determinar o que é um investimento seguro? Qual das partes pode oferecer garantias? Todos não estão sujeitos às mesmas situações? Alguém se compromete mais com aquilo que recebe? Quem investiu fez que tipo de análise pra se assegurar de alguma coisa? E quem recebeu? Saiu com algo se alguma coisa deu errada? Consegue levar nas mãos o que lhe foi dado?
Se não leva nada, por que quem deu acha que pode cobrar? Reclama o que deu de volta ou cobra o que não recebeu? É errado receber sem poder dar? O que determina qual é o melhor de cada um? Como saber se alguém oferece de fato tudo que pode? Mas quem se interessa em saber qual é o tudo do outro? O que lhe dão não é suficiente? Então por que medir?
Amar é dar tudo, dar o que pode ou dar o que pretende receber?

terça-feira, 15 de abril de 2008

Indigestão

Ana Luisa caída... cansada de roer tanto osso

*ilustração do Rafael Fazano, surfista e diretor de arte web da R.epense nas horas vagas

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Everybody hates him

Tudo começou como não deveria começar. Mas começou, assim como costumam começar as coisas, pelo começo que teve. E que não se discuta se foi um bom começo ou não. Mais relevante que isso, foi começar simplesmente. E, já de começo, comecei a perceber que começava a me perder em começos e recomeços. Esses que eu julgava impossível começar de novo. Mas fui, começando devagar, e em pouco tempo percebi que para se perder basta começar a se deixar levar.
Comecei a pensar que seria difícil não recomeçar. Antes começar a pensar no que se leva quando se deixa levar. Sem descrença nem desesperança. Só que sempre começa. E o começo é sempre igual. Assim como o que começa depois dele. Já de começo, já dá pra saber. Já começou muitas vezes. Vezes suficientes pra começar a criar um hábito. E hábito, quando impregna na gente, só pode virar duas coisas. Vício ou virtude. E nesse caso, já começo a entender a resposta.
p.s.: Não é reprovável olhar o outro, ver o que ele está fazendo, como ele se sente, do que realmente gosta ou odeia, ou porque guarda segredos. Não é condenável. É bonito ter alguém pensando em você, sobre o que você sente ou o que você quis dizer. É sim. Deveria provocar uma sensação de companhia. De que, no meio de todas as pessoas que passam pelos seus dias, mesmo aquelas com quem você conversa por horas, e por quem tem alguma consideração, esta pessoa está tentando decifrar um pedaço de você. De tantas coisas para se ocupar na vida, tantas distrações descartáveis, uma pessoa quer se ocupar em te entender. Quão raro é isto? Porra, isto é sensacional!
Disso você não vai me convencer.

domingo, 13 de abril de 2008

Pra quando for pra valer

eu tô tentando remar meu barco
eu tô tentando armar um barraco
eu tô tentando não cair no buraco
eu tô tentando não andar no seu vácuo

eu tô tentando tirar o atraso
eu tô tentando te dar um abraço
eu tô penando pra driblar o fracasso
eu tô brigando pra enfrentar o cagaço

eu tô tentando ser eu mesma
e tô tentando saber o que é isso
eu tô tentando ficar com Deus
e tô tentando que Ele fique comigo

eu tô fincando meus pés no chão
eu tô tentando ganhar um milhão
eu tô tentando ter mais culhão
eu tô treinando pra ser campeão

eu tô tentando entrar em forma
eu tô tentando enganar a morte
eu tô tentando ser atuante
eu tô tentando ser boa amante

eu tô tentando criar meu filho
eu tô tentando fazer meu filme
eu tô chutando pra marcar um gol
eu tô vivendo de rock 'n roll

quinta-feira, 10 de abril de 2008

É um bom motivo pra lembrar do rei

A rodovia era a Pedro Eroles. Essa rodovia sempre me irrita muito porque ela é cheia de radares que fotografam seu carro se ele passa de 80 km/h. O radar é uma invenção que serve pra fiscalizar os abusos de velocidade dos motoristas. Claro que ele é muito eficiente, e o site da CET apresenta estatísticas que comprovam que seu uso teve impactos muito positivos no número de acidentes e suas vítimas. Mas quando a gente recebe uma multinha de 574 reais quer mesmo é mandar os números pra pqp. O mais complicado é quando eu entro nessa rodovia, eu sempre to vindo da Ayrton Senna. E na Ayrton Senna os radares são fixos, o limite de velocidade é 120, mas sempre dá pra acelerar um pouquinho entre um radar e outro. Mas nem era de radar que queria falar. Mesmo porque esse dia foi diferente. Diferente porque estranhamente eu não tava irritada por manter 80. Era como se eu tivesse soltado o carro, ele estivesse fazendo todas aquelas curvas sozinho. Só pra eu poder me ocupar com tanta coisa boa que estava a volta. Com o céu que tava azul. Com o vento que entrava pela janela. Com meu braço que tava pra fora. E com a minha voz que cantava Sinceramente junto com o Cachorro Grande no ritmo das curvas. Não era final de semana e nem feriado. Era quarta-feira. Dia útil. Util pra fazer uma das coisas que mais amo: dirigir pela estrada debaixo de um lindo dia de sol. Eram 14:30 e o João dormia no banco de trás. E eu estava ali, feliz.


Se você pretende saber quem eu sou
eu posso lhe dizer:
entre no meu carro, na estrada de santos
e você vai me entender
você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
e que na minha idade só a velocidade anda junto a mim
só ando sozinho
e no meu caminho o tempo é cada vez menor
preciso de ajuda
por favor me acuda
eu ando muito só
mas se acaso numa curva eu me perco do meu mundo
eu piso mais fundo, mergulho um segundo
não posso parar
eu prefiro as curvas da estrada de santos
onde eu posso esquecer
de um amor que eu tive
e vi pelo espelho na distancia se perder
mas se o amor que eu perdi
eu novamente encontrar
as curvas se acabam
e na estrada de santos eu não vou mais voltar
não vou mais voltar
As curvas se acabam e na estrada de santos
Eu não vou mais voltar

quarta-feira, 9 de abril de 2008

divagações no espaço oco do surdo vazio

E se tocar Bee Gees antes do The Cure,
no playlist tiver Elton Jonh e Depeche Mode
e o dj botar Seal depois do Led Zepelin?
Será que anima a pista?


E se somar 61 a 19,
de 48 tirar 27
e na prova real contabilizar 3 + 2 + 3 + 1?
Confere?
Será que bate?


Mas e se pedir mais azeitona no dry martini,
tomar vodka pura
e dispensar o saquê importado?
Será que dá ressaca?
Será que tem remédio?


Se usar camiseta pólo com sapatilha,
combinar laranja com rosa velho e
microvestido com varilux??
Dá pra combinar?
Será que vira moda?


E se juntar o centrão com os Jardins,
o bar do léo com o Baretto
e ainda sim entrar com a própria chave
mesmo depois de tanto tempo??
Será que a gente agüenta?
Será que dá certo??



e se jogar o óculos de leitura no maço de cigarros,
ligar o mac e o pc ao mesmo tempo
juntar a old school com a vanguarda
cochilar na hora do jogo
e acordar esperta pra pegar estrada???
Será que vai?
Será que dura??


Alguém arrisca um palpite?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

La mecanique du coer

Tais toi mon coer...
No ventrículo direito:
teve expectativa, teve ansiedade e teve recepção
teve cerveja, teve futebol e teve assunto
teve fumaça, teve música e teve jantar
teve risada, teve atração e teve beijo
teve dia seguinte, teve cuidado e teve decepção
Teve tudo. Mas foi pouca coisa.
O tudo foi pouco. Bem pouco.
No ventrículo esquerdo:
teve duas chamadas
Teve quase nada. Mas foi suficiente.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Minha adesão total à campanha


Após colaborar com meu blog irmão, pesquisando a vida e obra desse mito, fiquei ainda mais encantada com a sabedoria contida nos pensamentos desse gênio incompreendido. Claro que ele só é incompreeendido pela crítica, e como todo gênio incompreendido, arrebanhou uma multidão de adoradores xiitas (pessoas igualmente incompreendidas) que são responsáveis por manter essa lenda chamada Engenheiros do Hawaii viva até os dias de hoje.
Mas isso não é suficiente. Almejamos um lugar pra Humberto Gessinger no olimpo dos grandes pensadores. Seus ensinamentos permearam nossa vida e esse homem merece o devido reconhecimento. Esse post representa minha adesão completa a essa tão justa empreitada a que minha irmã se propôs. Minha humilde colaboração inclui essa amostra de lista de comunidades do Orkut que dão o valor adequado a esse grande mestre. Repare o fervor contido:


Humberto Gessinger (16.617 membros) "Um homem que fala aos corações de jovens,que fala de si, sem saber que fala de todos, um homem que em segundos viaja do amor ao ódio, um homem que com letras mágicas, palavras verdadeiras, fez alegrias, tristezas e sabedoria,um homem que diz que não sabe porque...merece ser chamado de gênio." Pedro Bial referindo-se à Humberto Gessinger em seu livro "Crônicas".


Humberto Gessinger,o filósofo! (3.284 membros) Se você nota como é frágil os sonhos da juventude ouvindo "terra de gigantes", tem vontade de desabafar com alguém quando ouve "pra ser sincero", vota nulo quando lembra de "Toda forma de poder", esquece da vida curtindo "somos quem podemos ser", reflete ao máximo em a "promessa", pensa em ser livre quando escuta "infinita highway", passa horas escutando e tentando entender "freud flintstone", debate com seus amigos em barzinhos sobre "quanto vale a vida", tenta achar respostas em "ninguém=ninguém", tem vontade de reatar o namoro quando ouve "novos horizontes", chora quando ouve "o exército de um homem só", lembra de como é difícil viver nesse mundo quando escuta "surfando karmas e DNA", se sente emocionado escutando "mapas do acaso", não ve a hora de ver seu amor quando toca "3X4", e acima de tudo sabe que o responsável por tudo isso não é só um rockero-poeta, mais também um filósofo, então esse é o seu lugar, entrem e debatam sobre as letras mais inteligentes do mundo, Eng.do.Haw sempre! "Nós seremos maioria, seremos a maioria"


Humberto Gessinger é Foda (2.356 membros) essa é pra vc que acha o Humberto Gessinger um dos melhores musicos do Brasil entre nessa comunidade para discutir mais sobre esse assunto. Humberto Gessinger é Foda!!


Humberto Gessinger me entende (2.022 membros) Sempre que você está precisando ouvir "aquilo", é Humberto Gessinger quem te diz? Quando ninguém consegue achar as palavras pra te ajudar, aí você coloca um disco do Engenheiros do Hawaii e ouve tudo o que você queria e precisava escutar ? Quando você acha que ninguém mais pode te ajudar, seja no momento da tristeza, ou da alegria, vem lá o Humbertão e diz as coisas certas...Você entende Gessinger? Ele também te entende!


Humberto Gessinger - O Poeta (926 membros) Se você sempre que tá precisando ouvir algo que te deixe pra cima ou coisa do tipo e, sempre encontra nas letras desse fenômeno o que precisava, essa eh a sua comunidade.Viva Humberto Gessinger - " O Poeta "!!!


Humberto Gessinger-Frases (863 membros) Comunidade voltada para todos os fãs de Engenheiros do Hawaii, ou melhor Fãs de Humberto Gessinger! -Aqui algumas de suas máximas: -Somos quem podemos ser,sonhos que podemos ter. -Na verdade Nada,é uma palavra esperando tradução -O que vc me pede eu nao posso fazer, assim vc me perde,eu perco vc -Diga a verdade ao menos uma vez na vida, vc se apaixonou pelos meu erros -Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles nao dizem nada. -O fascismo é fascinante deixa a gente ignorante fascinada -Nao vemos graça nas gracinhas da tv, morremos de rir no horario eleitoral -Eu tenho muito mais dúvidas do que certezas, hoje com certeza,eu só tenho você. -Toda Vez que toca o telefone eu penso que é vc, toda noite de insonia eu penso em te escrever, pra dizer que o teu silêncio me agride e não me agrada ser o calendário do ano passado -A dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza -Nem tão longe que eu não possa ver,nem taum perto que eu possa tocar...


Eu quero o Humberto Gessinger (646 membros) Para você que simplesmente acha este homem MARAVILHOSO!

HUMBERTO GESSINGER É CULPADO!! (573 membros) Pelas suas músicas que sempre nos amamos Por ter esse jeito intelecto de ser Por lançar mais um ótimo cd imperdível Por obrigar que as pessoas ao seu redor o ouça involuntariamente 24 h por dia Pelo show que não perco e nunca é na minha cidade Por ser o unico artista a me fazer comprar cd/dvd originais Por ter conhecidos varias pessoas que viraram amigos em seus shows Por sermos discriminados toda vez que colocamos um cd dele pra tocar. Por tocar e cantar musicas que tocam nossos corações E fazer músicas que falam por nós Por me falir....Por ser simplismente HUMBERTO GESSINGER!! Declaramos culpado!!!!! Pra todos que amam ENGENHEIROS DO HAWAII entrem.....

Humberto Gessinger (545 membros) Humberto: Significa o brilho do gigante e indica uma pessoa preocupada com as dores alheias. Faz de tudo para ajudar os outros, material e espiritualmente. Ao longo da vida, desenvolve grande força física ou moral. Ele é assim

Psicologia Humberto Gessinger (381 membros) Esta Comunidade é exclusiva para todos os fãs que muitas vezes se utilizaram de Termos Enghawrísticos para resolver problemas, exemplificar assuntos na vida... Seja nas declarações, pontos de vista ou até mesmo nas letras de suas músicas! Já achou solução para as suas perguntas, sentimentos e problemas nas músicas dele??? Se vc é Adepto(a) ao estilo intelectual/mental/ideológico de HUMBERTO GESSINGER, join us


Santo Humberto Gessinger (135 membros) Essa comunidade é pra quem acredita no poder das letras musicais de Humberto Gessinger.

Eu invejo Humberto Gessinger (107 membros) Comunidade pra quem inveja o Humberto Gessinger. Mas só pra explicar, não é aquela inveja que faz mal... É uma profunda admiração por esse cara! Um cara muito inteligente e uns dos melhores letristas do Brasil, na minha opinião.....Eu invejo ele pelos jogos de palavras que ele faz principalmente.....o domínio que ele tem sobre o português...o Humberto é o cara!

Humberto Gessinger é Meu Deus (94 membros) Humberto Gessinger é nosso Deus e sabedoria não faltará. Humberto Gessinger é o inicio,o meio e o pra sempre; Humberto Gessinger livra-me do mal. Humberto Gessinger você é meu DEUS !!!


Humberto Gessinger FBPA (72 membros) Comunidade destina a esse Guerreiro dos pampas, representante da Alma Castelhana e embaixador da Republica Cisplatina Independente do Rio Grande Amado. Cultuador da tradição IMORTAL do GRÊMIO FOOT-BALL Porto Alegrense e como todo caudilho gremista transforma a canxa num campo d batalha e a baliza em trincheiras, amante enlouquecido da batalha campal catimbada e sarrafeira da escola platina representa na cuia à mão, na lágrima, nos longos cabelos e na barba toda ''Raça Farroupilha'',''Garra Charrua'' e ''Força Galdérea''... Esse ilustre herói sulista com a camisa do GRÊMIO levanta como uma espada a bandeira Farroupilha em uma das mãos e como um escudo a bandeira Uruguaia na outra ... Esse remanescente Soldado Farrapo tens como morada a amada querência do OLYMPICO MONUMENTAL e o meu coração GAÚCHO!!!! GRACIAS HERMANO!!!


Deu pra notar o merecimento desse homem? Ele precisa ser imortalizado e eternizado através de nossa devoção. Para isso sugiro que passemos a citar Humberto Gessinger em nossas conversas. Exemplo: quando alguém te contar um problema ou uma situação pela qual esteja passando, procure um verso na discografia de Humberto que se adeque à situação. E isso não será difícil, eu garanto. A sabedoria gessigeriana passeia pelos mais variados assuntos. Diga: tem uma frase... do grande Humberto Gessinger que diz... aí emende coisas como "somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos nao deixam suspeitos" ou ainda "é sobretudo a lei, na infinita highway".
Outra coisa que também seria de grande valia nessa campanha é que nos mobilizássemos a pedir canções do Engenheiros em rodinhas de MPB e shows em barzinhos. Ao invés de manter o velho "Toca Raul!!", grite "Toca Humberto!!" Peça canções e relembre sucessos. Assim manteríamos viva sua obra em nossos corações.
Um projeto que também poderia render bons frutos seria a gravação de um Tributo a Humberto Gessinger, reunindo grandes nomes de nossa música para gravar suas composições em diferentes interpretações. Não que ele, o grande, esteja em fim de carreira. Muito pelo contrário, continua em plena forma, tocando os mais variados instrumentos e discorrendo sobre os mais altos questionamentos humanos, mas precisamos dar a devida homenagem a esse homem ainda em vida. Quem sabe assim alcançaremos nosso maior objetivo. Um grammy pra Humberto Gessinger!
Um lugar que cresceria muito com a presença de Gessinger, é a Academia Brasileira de Letras. Gente, se até Paulo Coelho tem uma cadeira lá, o Humberto é mais que merecedor. Imagina como o chá dos imortais não ficaria bem mais interessante com esse notável?? Fora que o Humberto, loirinho e com aquele cabelão, ficaria igualzinho a uma paquita no dia do especial de natal da Xuxa com aquele traje oficial da ABL.
É... esse mundo não é justo mesmo. Nossa parcela de justiça a esse nome fica aqui registrada. No que depender de nossa movimentação, Humberto Gessinger colherá os louros por todas as sementes que plantou. Gessinger Imortal djá!