quarta-feira, 7 de maio de 2008

Toc, toc, toc... Quem Bate? É o friooo

Maio mal começou e o frio já chegou. Eu particularmente não sou muito chegada a baixas temperaturas. Acho bonito, elegante, bom de se ver. Mas não gosto de sentir na pele. Fico preguiçosa, manhosa – e se o frio for úmido e chuvoso, pronto – fico mal-humorada também. Isso porque umidade e chuva em São Paulo significam trânsito, pés molhados, guarda-chuvas se esbarrando e crise capilar. O último item já tem o poder de acabar com o humor de qualquer ser humano não abençoado pelos cabelos a prova d’agua.

Ao frio associamos vinho, lareira, fondue... Mas tudo isso se você estiver associado a alguém. O inverno é definitivamente uma estação de associação. Pescoços associados a cachecóis, televisões à edredons, mesas de bar associadas a aquecedores... e por aí vai. Ou seja, para atravessar um inverno com segurança e conforto, melhor garantir um par.

Claro que um par adequado para essa estação não é nada fácil de se encontrar. Ele precisa fornecer um mínimo de calor pra reverter sua sensação térmica. Como infelizmente não somos ursos e não possuímos o maravilhoso direto de hibernar de conchinha durante toda a estação gelada, seu par deve possuir a capacidade de te aquecer mesmo a distância. Passar aquele calorzinho gostoso mesmo através do telefone. Com uma mensagem, um carinho...

Em tempos de aquecimento global, as pessoas estão menos aptas a aquecerem umas as outras. Ainda não li nenhum estudo a respeito, mas talvez o descongelamento das calotas polares esteja provocando uma reação no subconsciente das pessoas, que com medo do calorão iminente, estão com certa aversão ao calor humano e resolveram curtir as últimas décadas do planeta desfrutando de certa frieza.

Nesse caso, o melhor é buscar outras associações pra tentar amenizar o problema. Para mim, o melhor remédio contra o frio, ainda é meia grossa e chocolate quente. Bem quente. Daqueles que esquentam tudo por dentro. Também dá pra se distrair do frio botando fogo entre quatro paredes. Mas isso também exige um par, que se não for aquele com os requisitos acima listados, deve ser alguém com atributos incendiários. Mas é bom avisar. Essa quentura é efêmera. Provoca aquele calorão momentâneo e depois passa. Dura pouco mais de algumas horas. Com otimismo...

No mais é enfrentar com coragem e brio a hora de tirar a roupa pra tomar banho. Por essa e outras situações não têm par que dê remédio. Nem o abandono da postura politicamente correta. Porque atire a primeira pedra o ecologista que não liga o chuveiro quente e deixa o vapor subir antes de tirar a roupa nesse frio...

Enquanto isso a gente espera. Qualquer hora a porta bate. Toc, toc, toc... Quem bate? É o remédio definitivo pro seu friooooo!



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