As palavras desapareceram. Estou procurando por elas. Não as encontro em lugar algum. Procurei em Juquehy, procurei na Espanha, procurei em São Paulo. Afinal, onde é que elas se meteram?
Talvez estejam fugindo de mim. Ou talvez tenham expedido uma ordem judicial para que eu fique longe delas. Estão com medo de mim.
Eu sou amiga das palavras. Então é possível que esse sumiço seja um cuidado delas comigo. Elas sabem que estou deveras fora de controle. E posso fazer coisas absurdas com elas. E consequentemente, comigo.
Falo palavras certas para as pessoas erradas. Escrevo palavras erradas para as pessoas certas. Falo menos pra quem merece mais. Escrevo mais pra quem não merece nada.
Pode ser que seja um motim das palavras. Rebelaram-se e deixaram-me no black-out absoluto até que eu aprenda como usá-las. Usar com moderação. Mas eu não sou moderada. Não modero na bebida, não modero nos amores. Como ser moderada com as palavras?
Como amigas que são, as palavras estão em greve. Sabem que as uso pra alimentar muita coisa que não é boa dentro de mim. Sabem que tem determinados sentimentos, desejos e vontades que precisam de dieta. Chega de alimentá-los. Conhecendo minha limitação, as palavras agiram por si mesmas. Sumiram.
Esse negócio de se abster daquilo que a gente gosta não é nada fácil. E a síndrome da abstinência das palavras também não é. Fico horas olhando pro teclado esperando que elas me dêem uma trégua, mas nada. Elas temem que eu tenha uma recaída e desande a mandar mensagens, fazer telefonemas e volte a alimentar tudo que precisa morrer de inanição.
Enquanto isso permaneço assim.
Sem palavras.
Talvez estejam fugindo de mim. Ou talvez tenham expedido uma ordem judicial para que eu fique longe delas. Estão com medo de mim.
Eu sou amiga das palavras. Então é possível que esse sumiço seja um cuidado delas comigo. Elas sabem que estou deveras fora de controle. E posso fazer coisas absurdas com elas. E consequentemente, comigo.
Falo palavras certas para as pessoas erradas. Escrevo palavras erradas para as pessoas certas. Falo menos pra quem merece mais. Escrevo mais pra quem não merece nada.
Pode ser que seja um motim das palavras. Rebelaram-se e deixaram-me no black-out absoluto até que eu aprenda como usá-las. Usar com moderação. Mas eu não sou moderada. Não modero na bebida, não modero nos amores. Como ser moderada com as palavras?
Como amigas que são, as palavras estão em greve. Sabem que as uso pra alimentar muita coisa que não é boa dentro de mim. Sabem que tem determinados sentimentos, desejos e vontades que precisam de dieta. Chega de alimentá-los. Conhecendo minha limitação, as palavras agiram por si mesmas. Sumiram.
Esse negócio de se abster daquilo que a gente gosta não é nada fácil. E a síndrome da abstinência das palavras também não é. Fico horas olhando pro teclado esperando que elas me dêem uma trégua, mas nada. Elas temem que eu tenha uma recaída e desande a mandar mensagens, fazer telefonemas e volte a alimentar tudo que precisa morrer de inanição.
Enquanto isso permaneço assim.
Sem palavras.
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