Em 1982, você disse que via um novo começo de era. Viu onde? É uma profecia? Se for, será que dá pra ser mais preciso e dizer quando exatamente veremos esse mundo regido por gente fina, elegante e sincera?
Você não é nenhum cientista político, sociólogo ou estudioso. Muito pelo contrário. É poeta. E todos sabemos que o que um poeta diz não se escreve. Ainda mais você. Autodenominado o último romântico. Mas sabe como é. Temos sempre uma tendência a nos apegarmos a boas previsões.
Essa ritualística toda de ano novo, esse clima todo de otimismo, sempre me remetem às suas palavras. Como se todos os fogos fossem capazes de derrubar o muro de hipocrisia que insiste em nos rodear e explodir toda essa gentinha que insiste em segurá-lo.
Eu não sei se você escreveu no final do ano. Talvez tenha escrito em um momento bom da vida. Nesses momentos que o nosso coração se enche de esperança pelo que virá. Mera indolência. Mera redundância. A gente só se enche de esperança quando tá num momento bom mesmo.
Mas olha, vou te dizer uma coisa. Não é que eu quero crer. Eu creio no amor numa boa. Já acreditava no ano passado, no retrasado, no tetrasado. E nesse ano, vou continuar acreditando. E vou continuar realizando a força de todas as paixões que esse ano reservar. Doa a quem doer. Na maioria das vezes, eu mesma.
Passaram-se 26 anos desde sua profecia. O tempo continua voando. Mas nós, que voamos junto, continuamos abraçando e reivindicando toda satisfação a que temos direito. Do firmamento ao chão.
Você não é nenhum cientista político, sociólogo ou estudioso. Muito pelo contrário. É poeta. E todos sabemos que o que um poeta diz não se escreve. Ainda mais você. Autodenominado o último romântico. Mas sabe como é. Temos sempre uma tendência a nos apegarmos a boas previsões.
Essa ritualística toda de ano novo, esse clima todo de otimismo, sempre me remetem às suas palavras. Como se todos os fogos fossem capazes de derrubar o muro de hipocrisia que insiste em nos rodear e explodir toda essa gentinha que insiste em segurá-lo.
Eu não sei se você escreveu no final do ano. Talvez tenha escrito em um momento bom da vida. Nesses momentos que o nosso coração se enche de esperança pelo que virá. Mera indolência. Mera redundância. A gente só se enche de esperança quando tá num momento bom mesmo.
Mas olha, vou te dizer uma coisa. Não é que eu quero crer. Eu creio no amor numa boa. Já acreditava no ano passado, no retrasado, no tetrasado. E nesse ano, vou continuar acreditando. E vou continuar realizando a força de todas as paixões que esse ano reservar. Doa a quem doer. Na maioria das vezes, eu mesma.
Passaram-se 26 anos desde sua profecia. O tempo continua voando. Mas nós, que voamos junto, continuamos abraçando e reivindicando toda satisfação a que temos direito. Do firmamento ao chão.
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