sexta-feira, 7 de março de 2008

Laife is a diséster

Após uma longa temporada aos prantos, aos berros, com as idéias mais auto-destrutivas e a paciência nos mais perigosos níveis de alerta, parece que sorri. Tenho até medo da razão. Nada nada mudou. Laife istil a diséster. Mas enfim, uma hora o sol dá as caras e a gente faz de conta que o planeta não está esquentando tanto.
Claro que o planeta gira de modo que cada mulher tenha seu próprio tempo de estar a beira de um ataque de nervos. Se o ciclo hormonal de todas as mulheres do mundo coincidisse, a raça humana já estaria extinta e até os animais selvagens e domésticos desejariam a queda de um imenso meteoro que pusesse fim a tamanha aporrinhação.
Em mais uma imensa demontração da misericórdia divina, parece que nossos picos de fúria também não coincidem. Trégua de um para ataque do outro. E enquanto a ciência procura respostas em níveis hormonais, o mundo desaba.
Gente, não adianta. Ainda que regulassem toda a testosterona, com o estrogênio e a serotonina e a adrenalina, o mundo continuaria de cabeça pra baixo. Os homens continuariam egoístas, a top models ainda seriam maravilhosas, o trânsito nos impedindo de chegar na hora marcada, a dona Marisa continuaria colocando Botox as nossas custas e o seu esposo... ah, do seu esposo nem vale a pena comentar pro surto não se manifestar nesse momento. Isso pra ficar nas questões mais superficiais e práticas que nos rondam diariamente. Mas ainda existem as existenciais. Existem as existencias? Aff...
Tudo isso pra concluir que o mundo não é justo. E nosso senso único de justiça nos impede de conviver pacificamente com essa terra. E em algum momento do ciclo, a bomba estoura. Mas ao contrário do que se prega, não procuramos razões pra explodir nesse período. É no resto do tempo que nos distraimos das razões que sobram e saltam. Anos passaram-se para que percebêssemos que não devíamos ser exortadas pela crise mensal hormonal e sim parabenizadas por suportar o mundo com tanta doçura no resto do mês.
Hoje, enquanto eu voltava do trabalho, no trânsito, tocou essa música. Imediatamente pensei em você, pensei em mim e pensei no que o mundo nos reserva. Pra você, reproduzo as palavras...como uma ponta de esperança.
Existirá, em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá todo farol iluminará
Uma ponta de esperança
E se virá, será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá, toda certeza vã, não sobrará
Pedra sobre pedra
Enquanto isso não nos custa insistir
Na questão do desejo, não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê que o inferno é aqui
Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal a cura

2 comentários:

Paula disse...

O duro é que o Lulu Santos é guei...

Ana Luisa disse...

ele e o mundo. Djis (bem disfarçadeenho pra eu não ser acusada de homofóbica). Na previsão do Jabor a coisa vai ser obrigatória dentro em breve...