Tudo começou como não deveria começar. Mas começou, assim como costumam começar as coisas, pelo começo que teve. E que não se discuta se foi um bom começo ou não. Mais relevante que isso, foi começar simplesmente. E, já de começo, comecei a perceber que começava a me perder em começos e recomeços. Esses que eu julgava impossível começar de novo. Mas fui, começando devagar, e em pouco tempo percebi que para se perder basta começar a se deixar levar.
Comecei a pensar que seria difícil não recomeçar. Antes começar a pensar no que se leva quando se deixa levar. Sem descrença nem desesperança. Só que sempre começa. E o começo é sempre igual. Assim como o que começa depois dele. Já de começo, já dá pra saber. Já começou muitas vezes. Vezes suficientes pra começar a criar um hábito. E hábito, quando impregna na gente, só pode virar duas coisas. Vício ou virtude. E nesse caso, já começo a entender a resposta.
p.s.: Não é reprovável olhar o outro, ver o que ele está fazendo, como ele se sente, do que realmente gosta ou odeia, ou porque guarda segredos. Não é condenável. É bonito ter alguém pensando em você, sobre o que você sente ou o que você quis dizer. É sim. Deveria provocar uma sensação de companhia. De que, no meio de todas as pessoas que passam pelos seus dias, mesmo aquelas com quem você conversa por horas, e por quem tem alguma consideração, esta pessoa está tentando decifrar um pedaço de você. De tantas coisas para se ocupar na vida, tantas distrações descartáveis, uma pessoa quer se ocupar em te entender. Quão raro é isto? Porra, isto é sensacional!
Disso você não vai me convencer.
Um comentário:
Ai reite rim sou mâch...
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